Haddad reconhece que nem sempre apoiou a redução de juros, mas identifica ‘espaço na política monetária’.

Declarações de Fernando Haddad sobre a Taxa Selic

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, expressou opiniões que vão além de um apreço incondicional pela redução da taxa Selic. Durante um painel no J. Safra Macro Day, evento promovido pelo Banco Safra em São Paulo, ele afirmou que, por vezes, apoia a elevação da taxa de juros, tendo feito isso em 2024.

Apoio ao Banco Central em Aumento da Taxa de Juros

Haddad destacou que já havia apoiado o Banco Central quando foi necessário aumentar a taxa de juros no final de 2024. "Não sou sempre a favor de cair a taxa de juros. Outro dia, comentei que um dos problemas enfrentados pelo governo anterior foi a redução da taxa de juros para 2%, o que resultou em perda total de controle do câmbio e da inflação", relatou.

Espaço para Cortes na Taxa de Juros

O ex-ministro enfatizou que, a partir do ano passado, começou a perceber que há espaço para cortes na taxa de juros. Entretanto, ele ressaltou a importância de uma abordagem cuidadosa, afirmando que a questão "é um problema que tem um remédio, e deve-se calibrar a dose". Para ele, "dosar é a arte do banqueiro central", enfatizando a importância de se ter cautela nas decisões de política monetária.

Equilíbrio das Contas Públicas

Durante sua fala, Haddad também comentou sobre a gestão das contas públicas, assegurando que melhorou a situação orçamentária sem prejudicar os direitos sociais e a manutenção de empregos. Ele se mostrou otimista, afirmando que o Brasil se encontra próximo de alcançar o equilíbrio fiscal.

Perspectivas Econômicas

O ex-ministro da Fazenda manifestou sua visão sobre a taxa real de juros, afirmando: "Acho que nós temos uma gordura de política monetária, 10% de juro real". Com essa perspectiva, Haddad reforçou a necessidade de continuidade nas reformas e ajustes necessários.

Crescimento e Estabilidade Econômica

Na continuidade de seu raciocínio, Haddad explicou que, mantendo o ritmo de reformas e proteção da base da pirâmide, sem comprometer o crescimento econômico, acredita que será possível avançar ainda mais. Segundo ele, um segundo mandato nessa linha poderá contribuir para estabilizar a relação entre a dívida e o PIB, promovendo um crescimento robusto e um conjunto de reformas que melhorem o ambiente de negócios.

Considerações Finais

As declarações de Fernando Haddad revelam uma postura reflexiva e a intenção de equilibrar as necessidades monetárias com o crescimento econômico e a proteção social, elementos que ele considera essenciais para um desenvolvimento sustentável em São Paulo e no Brasil.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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