Transição de Comando na Hapvida
Jorge Pinheiro, CEO da Hapvida (HAPV3), anunciou que deixará a liderança da empresa após 27 anos, assumindo uma nova função no conselho de administração. A informação foi divulgada em uma carta ao mercado e a mudança acontece em um contexto de críticas à governança da empresa, feitas pela gestora Squadra Investimentos.
Nova Fase para a Empresa
Pinheiro declarou que essa transição representa o encerramento de um ciclo, dando início a uma nova fase para a companhia. De acordo com ele, a empresa entra em 2026 “mais leve e focada”, após a conclusão das integrações significativas, com prioridade voltada para eficiência, qualidade e a experiência do usuário.
O executivo admite que os resultados financeiros recentes não atingiram o potencial esperado da companhia. “Poderíamos ter feito mais e melhor. Essa consciência nos move”, ressaltou na correspondência enviada ao mercado.
Próximo CEO e Diretrizes Estratégicas
No mesmo comunicado, Pinheiro anunciou a escolha de Luccas Adib como o novo CEO, enfatizando que essa mudança visa trazer novas competências e visões para a empresa. Ele informou que o novo executivo contará com o suporte do conselho e de uma equipe executiva que será apresentada ao mercado em breve.
A carta destaca algumas prioridades da companhia, incluindo a recuperação da rentabilidade histórica, a redução da alavancagem e a avaliação de possíveis desinvestimentos em ativos que são considerados menos estratégicos pela gestão.
Além disso, a Hapvida planeja aumentar a utilização de tecnologia e dados para automatizar práticas médicas, digitalizar operações e aprimorar a jornada dos usuários.
Críticas da Squadra Investimentos
Na última sexta-feira, a gestora Squadra divulgou uma carta criticando a governança da Hapvida e sugerindo a adoção do voto múltiplo nas eleições do conselho de administração.
A gestora afirma que possui 6,98% do capital votante da Hapvida e indicou três nomes para compor o colegiado, além de defender a necessidade de mudanças na composição do board.
No documento, a Squadra critica diversas decisões estratégicas da empresa, a integração após a fusão com a NotreDame Intermédica, a deterioração operacional e também a remuneração da administração.
Fonte: www.moneytimes.com.br
