Defesa de Henrique Vorcaro
A defesa de Henrique Vorcaro comunicou à coluna que irá recorrer à Justiça para reaver os prejuízos associados a investimentos em um projeto de carbono e em cotas de fundos relacionados a créditos de carbono.
Posicionamento do Advogado
Eugênio Pacelli, advogado de Vorcaro, declarou que seu cliente “nunca geriu, desenvolveu e muito menos comercializou qualquer quantidade ou valor referente a créditos de carbono ou cotas de fundos relativos a eles”. A quantificação dos valores a receber ainda está sendo realizada, com Pacelli afirmando que “tais créditos nunca saíram de estudos e pesquisas; apenas poderiam ser negociados quando devidamente legalizados”.
Convite para Investimentos
Segundo Pacelli, Henrique foi convidado por José Antônio Bitencourt, juntamente com outros sócios cotistas, para adquirir investimentos em um fundo de crédito de carbono, em uma relação comercial de compra e venda. Foi por meio da mesma pessoa, criadora do projeto, que Vorcaro foi apresentado à Reag, que na época era a principal administradora de fundos de investimento no Brasil. Os investimentos realizados ocorreram entre os anos de 2022 e 2024.
Créditos de Carbono
Entretanto, denúncias posteriores indicaram que parte do terreno relacionado ao projeto pertencia à União. De acordo com cálculos de instituições certificadoras, o potencial de geração de créditos de carbono na área elevou o valor das empresas conectadas aos fundos.
Após a denúncia sobre a irregularidade das terras envolvidas no projeto, “os vendedores e desenvolvedores mencionados buscaram resolver a irregularidade em conjunto com o Incra, com a possibilidade de uma solução a curto prazo, a questão ainda permanece pendente”. O advogado, que acumulou funções como ex-procurador da República no Distrito Federal e ex-procurador do Estado de Minas Gerais, mencionou: “Especialmente sobre este projeto, acúmulos de inverdades circulam. Tudo que há a respeito disso é mentira e especulação covarde. Temos 100% de toda a documentação acessível para sanar qualquer dúvida que ainda possa existir. Informações indevidas sobre o tema resultarão em ação de responsabilidade”.
Fonte: veja.abril.com.br


