Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento de fluido de perfuração na Foz do Amazonas

Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento de fluido de perfuração na Foz do Amazonas

by Ricardo Almeida
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Auto de Infração contra a Petrobras

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) instaurou um auto de infração contra a Petrobras (PETR4) no valor de R$ 2,5 milhões. O processo foi iniciado em decorrência de um vazamento de fluido de perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, ocorrido em janeiro.

Detalhes da Multa

A informação, divulgada pelo Ibama nesta sexta-feira, confirma a reportagem da Reuters que já antecipava a aplicação da multa, conforme informações do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

A região onde a Petrobras atua é considerada de grande potencial para a exploração de petróleo e gás, mas apresenta desafios significativos em termos ambientais e socioeconômicos, o que atrasou o processo de licenciamento do poço por vários anos.

Natureza do Vazamento

De acordo com as informações fornecidas pelo Ibama, a autuação se refere à descarga acidental de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, uma mistura oleosa. Esse fluido é utilizado durante a perfuração de poços nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás.

O líquido descartado no mar contém elementos classificados como de risco B, indicando um risco médio tanto para a saúde humana quanto para a vida aquática.

Prazo para Defesa

Após a emissão do auto de infração, a Petrobras tem um prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar uma defesa administrativa.

Resposta da Petrobras

A Petrobras foi procurada para comentar sobre a questão, mas não se manifestou imediatamente.

Retorno às Atividades de Perfuração

Nesta semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a reiniciar a perfuração do poço, a qual havia sido suspensa no início do ano por causa do vazamento. Essa autorização está sujeita a algumas condicionantes, conforme documento obtido pela Reuters.

Inicialmente, a estatal projetava finalizar as operações no poço em aproximadamente cinco meses.

Reações à Situação

O vazamento gerou protestos por parte de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos expressam preocupações sobre os impactos potenciais da exploração de petróleo nos ecossistemas marinhos e costeiros.

Avaliação do Ibama

O presidente do Ibama afirmou à Reuters que o órgão atua de maneira rigorosa na concessão de licenças de exploração, uma vez que, apesar de acidentes serem eventos possíveis, os planos de gerenciamento são elaborados para minimizar a probabilidade de ocorrências indesejadas. Ele fez uma analogia, comparando a situação com ter um extintor de incêndio em casa, ressaltando que, embora se tenha um plano de contingência, a intenção é nunca precisar utilizá-lo.

Ele também destacou que a região da Foz do Amazonas é particularmente sensível, já que, mesmo estando em alto mar, possui áreas de corais e manguezais na costa.

Histórico de Autuações

O presidente do Ibama comentou que a Petrobras é a empresa mais frequentemente autuada pelo órgão ambiental, normalmente em virtude de pequenos incidentes.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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