Ibovespa Alcança Nova Máxima Histórica
O Ibovespa (IBOV) registrou, por volta das 15h10 (horário de Brasília), a marca de 198.063,02 pontos, apresentando um avanço de 0,37%, e estabelecendo um novo recorde histórico.
O último recorde intradia foi observado na última sexta-feira (10), quando o principal índice da bolsa brasileira atingiu 197.553,64 pontos.
O desempenho do Ibovespa reflete a movimentação do mercado externo, com índices de Wall Street recuperando-se e operando em alta. Essa tendência se deve à expectativa de que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã estejam se aproximando de um acordo, visando o fim do conflito no Oriente Médio. Além disso, o preço do petróleo moderou sua alta, sendo cotado abaixo dos US$ 100.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que o Irã demonstrou interesse em fazer um acordo e que não aceitará que Teerã desenvolva armas nucleares, o que também influenciou o clima no mercado.
Sobe e Desce do Ibovespa
No contexto de máximas históricas, a Vale (VALE3), considerada um dos principais ativos do Ibovespa, impulsionou os ganhos do índice com a alta do contrato futuro do minério de ferro para maio, que subiu 1,08%, sendo cotado a US$ 104,60 a tonelada.
Por volta das 15h05 (horário de Brasília), as ações da Vale apresentaram uma alta de 1,76%, chegando a R$ 87,10.
A Petrobras (PETR3;PETR4) também obteve desempenho positivo, acompanhando a ascensão dos contratos futuros do petróleo Brent para junho, que registraram um crescimento de 4%, próximos aos US$ 99.
Por volta das 15h10, as ações da PETR4 estavam em alta de 0,88%, sendo negociadas a R$ 49,46, figurando como a segunda maior alta no principal índice da bolsa brasileira. Essa ação também se destacou como a mais negociada da B3, com aproximadamente 13,4 mil negócios e um volume financeiro de R$ 464,7 milhões.
No mesmo período, as ações PETR3, que representam o papel ordinário da estatal, apresentaram um ganho de 1,48%, alcançando R$ 54,80.
Neste momento, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, que é uma referência para o mercado internacional, registraram uma alta de 4,31%, cotados a US$ 98,82 o barril, conforme informações da Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Por outro lado, as ações de Copasa (CSMG3), Usiminas (USIM5) e Brava Energia (BRAV3) apresentaram desempenho negativo, especialmente após rebaixamentos realizados por instituições como Bank of America (BofA) e Safra.
E o Dólar?
O dólar está operando em queda em comparação com outras moedas globais, como o euro e a libra, mantendo-se no intervalo dos 98 pontos, em resposta a dados econômicos divulgados nos Estados Unidos.
Pela mesma hora, por volta das 15h32 (horário de Brasília), o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta com seis divisas fortes, registrava uma queda de 0,11%, sendo cotado a 98.542 pontos.
No Brasil, a valorização da moeda brasileira é sustentada, em parte, pela entrada de capital estrangeiro e pela redução na curva de juros de médio e longo prazo.
No mesmo momento, a divisa americana era negociada a R$ 4,9994 (-0,24%), colocando-se no menor nível registrado nos últimos dois anos.
Fonte: www.moneytimes.com.br