Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) começou a semana em alta, refletindo o apetite ao risco dos investidores no mercado internacional, em meio ao alívio das tensões entre Estados Unidos e China. Nesta segunda-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão com alta de 0,77%, atingindo 144.509,32 pontos. O comércio de dólar à vista (USBRL) foi concluído a R$ 5,3708, apresentando uma baixa de 0,64%.
No cenário econômico nacional, o mercado se ajustou à redução das previsões para a inflação em 2025. Economistas consultados pelo Banco Central agora estimam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 4,70% em dezembro, ainda acima do teto da meta estipulada, que é de 4,5%. Essa informação foi divulgada no Boletim Focus na mesma data.
Durante a tarde, o governo anunciou um plano que destinará R$ 40 bilhões em crédito para reformas habitacionais, utilizando recursos do Fundo Social e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Inicialmente, este programa, denominado Reforma Casa Brasil, beneficiará moradores de áreas urbanas em capitais, municípios com população superior a 300 mil habitantes, ou que façam parte de arranjos populacionais dessa magnitude.
Os investidores ainda estavam atentos às medidas de compensação após a rejeição pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória (MP) 1.303, que abordava a taxação de aplicações financeiras e empresas de apostas esportivas, como uma alternativa às mudanças propostas no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Altas e Quedas do Ibovespa
Dentre as empresas listadas no Ibovespa (IBOV), as ações da Cogna (COGN3) se destacaram na ponta positiva, liderando os ganhos no índice da bolsa brasileira. As expectativas otimistas para o segundo semestre, juntamente com a redução nas projeções de inflação para o ano atual e o alívio nos juros futuros, impulsionaram o desempenho do setor educacional.
Um relatório da Ágora Investimentos/Bradesco BBI ressaltou que a Cogna consolidou uma perspectiva positiva para o segundo semestre de 2025 e o seguinte durante uma recente reunião com investidores em São Paulo.
Por outro lado, a ponta negativa foi dominada pela Fleury (FLRY3), que confirmou negociações com a Rede D’or (RDOR3) e expressou interesse em expandir sua atuação no segmento de medicina diagnóstica. Recentemente, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou sobre o início das negociações entre a Rede D’or e a Aliança, de Nelson Tanure, além da Dasa, após uma suposta suspensão nas tratativas para a aquisição do laboratório Fleury, motivada pela discordância em relação ao valor solicitado.
Entre as grandes instituições, os bancos seguiram a tendência externa e recuperaram as perdas da sessão anterior. A Petrobras (PETR4;PETR3) fechou com leve alta, em contraposição ao desempenho das commodities petrolíferas. A estatal foi autorizada pelo Ibama a iniciar a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, situado em águas profundas do Amapá, a cerca de quinhentos quilômetros da Foz do Rio Amazonas e a cento e setenta e cinco quilômetros da costa, na Margem Equatorial brasileira. Da mesma forma, as ações da Vale (VALE3) também registraram uma alta, impulsionadas pelo apetite ao risco no exterior, especialmente em decorrência das expectativas de um acordo comercial entre Estados Unidos e China.
Desempenho no Exterior
Os índices de Wall Street finalizaram a sessão em alta, beneficiados pelos resultados trimestrais de bancos regionais que indicaram que o mercado de crédito continua em um estado “saudável”.
Os destaques da jornada incluíram as ações da Apple, que atingiram um recorde na segunda-feira (20), colocando a empresa próxima de se tornar a terceira do mundo a alcançar um valor de mercado de US$ 4 trilhões. O crescimento foi fundamentado por dados que apontaram para uma forte demanda pelo iPhone 17.
Conforme informações da empresa de pesquisa de mercado Counterpoint, o iPhone 17 superou as vendas de seu antecessor, apresentando resultados positivos tanto na China quanto nos Estados Unidos. Durante os primeiros 10 dias de comercialização, os novos modelos foram vendidos 14% a mais que a versão anterior.
Hoje (20), o shutdown do governo entrou em sua quarta semana, com mais de dez tentativas de acordos entre os partidos Democrata e Republicano visando um novo financiamento. Na manhã de hoje, Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional e conselheiro da Casa Branca, declarou que a paralisação “provavelmente terminará ainda esta semana”.
Confira o fechamento dos índices de Wall Street:
- Dow Jones: +1,12%, aos 46.706,58 pontos;
- S&P 500: +1,07%, aos 6.735,13 pontos;
- Nasdaq: +1,37%, aos 22.990,54 pontos.
Na Europa, os mercados também encerraram em forte alta, impulsionados pela recuperação do setor bancário, que havia experimentado um breve estresse na sessão anterior. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve um avanço de 1,03%, fechando aos 572,10 pontos.
Na Ásia, os índices terminaram o pregão em alta, estimulados por novos dados da China e um acordo político no Japão. O PIB da China cresceu 4,8% no período de julho a setembro em relação ao ano anterior, alinhando-se com as expectativas dos analistas ouvidos pela Reuters. No Japão, o Partido Liberal Democrata e o Partido da Restauração do Japão chegaram a uma coalizão governamental.
Dentre os principais índices asiáticos, o Nikkei, do Japão, registrou um aumento de 3,37%, atingindo 49.185,50 pontos, estabelecendo um novo máximo histórico. O índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2,42%, fechando a 25.858,83 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br