Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa (BOV:IBOV) fechou o pregão nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, com uma alta de 1,06%, alcançando 190.534 pontos, marcando assim uma nova máxima histórica de fechamento. Este movimento foi impulsionado pelo avanço dos índices nos Estados Unidos, após a Suprema Corte daquele país anular as tarifas impostas por Donald Trump, que haviam sido baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
Volume de Negócios
O volume financeiro registrado no mercado alcançou R$ 23,8 bilhões, superando a média móvel de 50 pregões, que está em R$ 20,7 bilhões, o que demonstra um apetite significativo por riscos no mercado brasileiro. O contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) reflete essa tendência positiva ao longo do dia. No decorrer da semana, o índice registrou um crescimento acumulado de 2,18%.
Contexto Internacional
O ambiente do pregão foi marcado por um alívio global, resultado da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em invalidar as tarifas comerciais de Trump. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou essa movimentação como “evidentemente favorável”.
Riscos Geopolíticos
Mesmo diante das reações favoráveis do mercado, Trump indicou a possibilidade de explorar alternativas, incluindo a implementação de uma tarifa global de 10%, o que mantém os riscos geopolíticos sob a atenção dos investidores.
Indicadores Econômicos
No que se refere à macroeconomia brasileira, o IBGE revelou que a taxa de desocupação no quarto trimestre de 2025 recuou para 5,1%. Essa taxa representa uma queda de 0,5 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior, e uma redução de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024, quando era de 6,2%. Esses dados reforçam a percepção de um mercado de trabalho em recuperação.
Fluxo de Investimentos Estrangeiros
O fluxo de investimentos estrangeiros tem se mantido robusto no acumulado do ano, com uma entrada líquida de R$ 34,3 bilhões registrada até o dia 18 de fevereiro. Entretanto, na última quarta-feira, foi observada uma saída de R$ 693 milhões, interrompendo uma sequência de 29 sessões consecutivas de ingressos.
Mercado de Câmbio
No mercado de câmbio, o contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) apresentou uma queda de 0,80%, sendo negociado a R$ 5,182. O Índice Dólar (CCOM:DXY) também caiu 0,06%, situando-se em 97,75 pontos.
Commodities
Entre os ativos de commodities, o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) teve um leve aumento de 0,05%, sendo negociado a US$ 71,65, em meio a tensões entre Estados Unidos e Irã. O preço do ouro (PM:XAUUSD) subiu 1,71%, enquanto a prata (PM:XAGUSD) teve um aumento de 7,27%.
Maiores Altas do Dia na B3
Em relação aos destaques positivos do pregão, os maiores avanços foram registrados por diversas ações que refletiram o cenário favorável. Além disso, a recuperação do Ibovespa foi impulsionada pelo desempenho de empresas como Embraer (BOV:EMBJ3) e WEG (BOV:WEGE3), que reagiram positivamente ao contexto externo mais favorável para suas exportações.
Mercado de Juros
No mercado de juros, os contratos futuros de DI (BMF:DI1FUT) apresentaram uma redução de até 6,0 pontos-base ao longo da curva, um movimento que contrasta com o aumento nos yields norte-americanos. Os vértices curtos experimentaram uma leve queda, refletindo uma leitura mais otimista sobre a inflação e a atividade econômica, especialmente após a divulgação dos dados de emprego. Já os vencimentos médios e longos sofreram quedas mais significativas, sugerindo um ajuste nos prêmios de risco e uma melhora na percepção fiscal no curto prazo.
A Inclinação da Curva
A inclinação da curva de juros apresentou uma leve redução, o que está alinhado com o apetite por riscos observado na renda variável. Esse comportamento reflete a confiança dos investidores em um cenário econômico mais favorável e com perspectivas de crescimento.
Fonte: br.-.com