Recordes do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) registrou um dia de recordes em fevereiro, com investidores intensificando suas apostas na possibilidade de um corte mais agressivo na taxa Selic em março. Na terça-feira, dia 3 deste mês, o principal índice da bolsa brasileira concluiu as negociações com alta de 1,58%, alcançando 185.674,43 pontos, o que representa o maior nível nominal na história do índice. Anteriormente, a máxima havia sido estabelecida na quarta-feira, dia 28, com 184.691,05 pontos.
Durante a sessão de terça-feira, o Ibovespa também alcançou um recorde intradia histórico, atingindo 187.133,83 pontos.
O dólar à vista (USDBRL) fechou as negociações cotado a R$ 5,2500, com uma leve queda de 0,18%.
Atenção ao Cenário Doméstico
No panorama nacional, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se tornou o foco das atenções. Na semana anterior, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, permanecendo nesse nível desde meados de 2006. Essa foi a quinta manutenção consecutiva e estava em linha com as expectativas do mercado. A decisão foi unânime entre os membros do Comitê.
A ata divulgada na manhã de terça-feira destaca que o Copom sinaliza um possível corte nos juros para março, conforme a tendência esperada no cenário econômico. “O Comitê antevê, caso o cenário esperado se confirme, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, mas reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, mencionou a ata.
Com essa indicação, o mercado começou a precificar um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic para março, o que reduziria a taxa a 14,50% ao ano.
Além disso, o mercado também estava atento à composição da diretoria do Banco Central. Em entrevista à BandNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para ocupar as duas vagas na diretoria da instituição.
Desempenho do Ibovespa
Os ganhos do Ibovespa foram impulsionados pelos grandes players do mercado, com a entrada de fluxo estrangeiro, especialmente em meio à liquidação dos mercados norte-americanos. As ações da Vale (VALE3) destacaram-se, subindo 4,9% e encerrando o pregão com o maior valor de sua história, cotadas a R$ 88,99, superando a máxima anterior de R$ 87,41, registrada na quinta-feira anterior.
As ações da mineradora foram também as mais negociadas na B3, com cerca de 65,9 mil transações e um volume financeiro de R$ 3,1 bilhões.
A Petrobras (PETR4) também se destacou, com uma alta de 0,91%, fechando a R$ 37,58, e movimentando R$ 2,1 bilhões em 61,5 mil operações durante o dia. Além disso, os bancos apresentaram uma valorização em bloco, respaldados pela expectativa de divulgação dos resultados referentes ao quarto trimestre (4T25). Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) devem apresentar seus resultados ao longo da semana.
O Santander (SANB11), que deve anunciar seus números no dia seguinte, terminou o dia em queda de 2,39%, cotado a R$ 35,94. Esse desempenho destoou do restante do setor, uma vez que o Santander Europa antecipou seus resultados e reportou que sua subsidiária brasileira teve um lucro de 579 milhões de euros no 4T25. Juntos, bancos, Vale e Petrobras representam 50% da carteira teórica do Ibovespa.
No entanto, entre as maiores altas do dia, a Vamos (VAMO3) liderou, com uma valorização de 7,37%, alcançando R$ 4,37. Entre os ativos que apresentaram perdas, a Cogna (COGN3) foi a que mais caiu, perdendo 3,6%. A Totvs (TOTS3) também teve um desempenho negativo, afetada pela venda da Dimensa.
Cenário Internacional
Nos Estados Unidos, os índices de \strong{Wall Street\} fecharam em forte queda, refletindo a cautela persistente dos investidores em relação às empresas de tecnologia, especialmente no contexto da evolução da inteligência artificial (IA). No fim da tarde, a Câmara dos Deputados norte-americana aprovou um acordo bipartidário que deve encerrar o \em{shutdown}\}, que teve início no último sábado (1º), e o texto foi enviado ao presidente Donald Trump para sanção.
A nova legislação deve restaurar o financiamento expirado para diversas áreas, incluindo defesa, saúde, trabalho, educação, habitação e outros setores essenciais. Além disso, o projeto busca prorrogar temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna, enquanto os parlamentares negociam alterações na aplicação da lei de imigração.
Fechamento dos Índices
O fechamento dos índices na Bolsa de Valores dos Estados Unidos foi o seguinte:
- Dow Jones: -0,34%, aos 49.240,99 pontos;
- S&P 500: -0,84%, aos 6.917,81 pontos;
- Nasdaq: -1,43%, aos 23.255,18 pontos.
Na Europa, a maioria dos principais índices também apresentou queda, com exceção do índice pan-europeu Stoxx 600, que teve uma leve alta de 0,10%, alcançando 617,93 pontos, em um novo recorde nominal histórico.
Na Ásia, os índices fecharam com expressivas variações. O índice Nikkei, do Japão, disparou 3,92%, terminando o dia com 52.720,66 pontos, alcançando um novo recorde histórico. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também apresentou alta de 0,22%, encerrando a 26.834,77 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br


