Ibovespa busca crescimento apesar da falta de acordo entre EUA e Irã; 5 pontos essenciais para investidores hoje (11)

Ibovespa e o Cenário Econômico

O Ibovespa (IBOV) iniciou o primeiro pregão da semana nesta segunda-feira (11) apresentando uma leve oscilação em seus índices, com uma movimentação que foi influenciada por eventos ocorridos no cenário internacional, especialmente por recentes desentendimentos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

No horário de 10h18 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em um leve aumento de 0,14%, alcançando os 184.373,61 pontos.

O dólar à vista, por sua vez, estava em alta em relação ao real, seguindo a tendência observada nas cotações internacionais. No horário mencionado, a moeda era negociada a R$ 4,8987, apresentando um incremento de 0,10%. Enquanto isso, o DXY, indicador que compara o dólar com uma cesta de seis divisas de forte desempenho, registrava um aumento de 0,06%, atingindo 97.956 pontos.

Assuntos de Relevância para o Investidor

1 – Boletim Focus

No dia de hoje, os economistas que participam do Boletim Focus, publicado pelo Banco Central (BC), apresentaram um aumento nas projeções para a inflação de 2026, que se eleva pela nona semana consecutiva. Este ajuste decorre do aumento nos preços dos combustíveis, além de outros fatores ligados à energia.

Conforme os dados coletados, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,89% para 4,915% neste ano, superando o limite superior da meta de inflação, que está fixada em 4,5% pelo Banco Central. As estimativas para 2027, 2028 e 2029 foram mantidas em 4%, 3,64% e 3,50%, respectivamente.

A expectativa em relação à taxa básica de juros, a Selic, permanece em 13% para 2026, enquanto a projeção para 2027 aumentou para 11,25%. Em relação a 2028 e 2029, as taxas continuam em 10%.

Por fim, a previsão para a cotação do dólar aponta um valor de R$ 5,20 no término deste ano, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deve alcançar um crescimento de 1,85% em 2026.

2 – Balanço da Petrobras (PETR3; PETR4)

Na ocasião do fechamento da última semana de divulgação de resultados referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), os investidores estão aguardando com atenção os dados financeiros da Petrobras (PETR3; PETR4).

A expectativa é que a companhia informe resultados que estejam em consonância com as informações previamente divulgadas em relatórios sobre produção e vendas, que indicam um avanço significativo na produção em um contexto de preços do petróleo mais vantajosos.

O BTG Pactual indica que a Petrobras deve reportar um resultado financeiro robusto no 1T26, o que pode permitir a realização de uma nova rodada relevante de dividendos.

As projeções apontam para um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) próximo de US$ 13 bilhões no 1T26. Os dividendos estão estimados em aproximadamente US$ 2,1 bilhões, resultando em um dividend yield próximo de 1,5% somente para este trimestre.

3 – IPO da Compass

Após um intervalo de quatro anos sem realizar ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), a Compass, uma empresa envolvida na distribuição e comercialização de gás do grupo Cosan (CSNA3), promove hoje sua oferta de ações na bolsa.

Na última quinta-feira (7), a companhia anunciou que sua oferta estava precificada em R$ 28, que corresponde ao valor mínimo da faixa estipulada. No total, a Compass conseguiu levantar R$ 3,2 bilhões, valor que será destinado aos acionistas, considerando que se trata de uma oferta secundária. Com o ticker PASS3, a avaliação da companhia foi fixada em aproximadamente R$ 20 bilhões.

A precificação no piso da faixa sugere um contexto de mercado ainda frágil, impactado pelas incertezas devido ao conflito no Oriente Médio. No entanto, essa situação pode ter o efeito de criar oportunidades para pequenos investidores que desejam se posicionar em uma empresa que é percebida como sólida e bem estabelecida no setor.

4 – Inflação no Brasil e nos EUA

A inflação está voltando a ser um tema central nesta semana, especialmente com a divulgação do IPCA de abril, marcada para amanhã, terça-feira (12). A expectativa, de acordo com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, é de uma desaceleração na inflação, que deve passar de 0,88% em março para 0,67% em abril.

No entanto, as previsões indicam que haverá um aumento da inflação no acumulado de 12 meses, que deve passar de 4,14% para 4,39%, gerando preocupações para o Banco Central, dado que o limite superior da meta de inflação é de 4,5%.

No contexto dos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) será divulgado amanhã, enquanto o índice de preços ao produtor (PPI) será apresentado na quarta-feira (12), ambos referentes ao mês de abril. A pressão sobre os índices pode levar o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, a postergar um eventual corte nas taxas de juros por um período mais longo.

5 – Trump Rejeita Resposta Iraniana

O presidente norte-americano, Donald Trump, afastou a resposta do Irã a uma proposta de paz apresentada pelos EUA, gerando uma nova escalada nos preços do petróleo nesta manhã.

Os mercados continuam em alerta devido à continuidade do conflito, que já se estende por dois meses e meio, uma vez que a interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, se prolongada, pode impactar a oferta e o preço do petróleo e de energia.

No último domingo, o Irã apresentou uma resposta focada na busca pelo fim das hostilidades em todas as frentes, especialmente no que tange ao Líbano, onde Israel, aliado dos EUA, continua enfrentando militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã.

Como consequência, os preços do petróleo retornaram a operar acima do patamar de US$ 100 por barril. Por volta das 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, que serve como referência para o mercado internacional, para julho, apresentava um aumento de 2,22%, chegando a US$ 103,54 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), localizada em Londres. Por outro lado, o contrato futuro do West Texas Intermediate (WTI) para junho subia 1,93%, alcançando US$ 97,26 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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