Ibovespa em Queda
O Ibovespa (IBOV) apresenta uma queda significativa, refletindo um sentimento de cautela no cenário internacional devido ao aumento das tensões no Oriente Médio nesta quarta-feira, dia 3.
Por volta das 13h40 (horário de Brasília), o IBOV registrava 170.246,99 pontos, apresentando uma desvalorização de 2,27% em relação ao dia anterior, marcando a mínima intradia.
A situação no mercado acompanha a recente escalada nas tensões na região, especialmente após o ataque do Irã ao Kuwait, que resultou em perturbações nas operações de um aeroporto no país. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares.
Trump também mencionou que durante uma conversa telefônica, chamou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de “louco”, em meio a uma discussão repleta de descontentamento sobre os conflitos que ocorrem no Líbano, enquanto os EUA buscam negociar um fim das hostilidades com o Irã.
No campo comercial, os EUA anunciaram a imposição de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre determinados produtos brasileiros. Contudo, essa decisão ainda necessita de aprovação.
No Vermelho
A atual queda do Ibovespa é impulsionada pelas ações de grandes empresas. Em evidência, as ações da Vale (VALE3) apresentavam uma redução de 3,56%, cotadas a R$ 81,97 por volta das 13h18 (horário de Brasília). A mineradora representa 12% do índice.
O contrato do minério de ferro, que é o mais negociado para o mês de setembro, registrou uma queda de 0,57%, sendo cotado a 780 yuans (equivalente a US$ 115,34) por tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), localizada na China.
Entre as ações de destaque, o Bradesco (BBDC4) também se destaca, apresentando uma desvalorização de 2,08%, com suas ações sendo comercializadas a R$ 17,38, após uma forte alta na sessão anterior.
Por sua vez, os papéis da Petrobras (PETR4; PETR3) operavam próximos à estabilidade, com uma leve tendência de queda, mesmo em um dia de alta nos preços do petróleo Brent no cenário internacional. O barril estava sendo negociado próximo a US$ 98.
A maior desvalorização do índice estava sob a liderança da Cosan (CSAN3), que caiu 7,22%, com suas ações a R$ 3,60. Em contrapartida, a maior valorização ficou nas mãos da Minerva Foods (BEEF3), que viu suas ações subirem 6%, atingindo R$ 3,71, após uma elevação na recomendação por parte do JP Morgan.
Exterior
No mercado externo, os índices na Bolsa de Valores de Nova York mostraram uma tendência de queda, refletindo a aversão ao risco e o aumento nos preços do petróleo.
Por volta das 13h43 (horário de Brasília), o índice Dow Jones apresentava uma queda de 0,85%, alcançando 50.872,92 pontos; o índice S&P 500 tinha uma perda de 0,74%, situando-se em 7.553,37 pontos; e o índice Nasdaq sofria uma desvalorização de 1,16%, marcando 26.779,304 pontos.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as atividades com uma queda de 0,66%, sendo cotado a 621,19 pontos.
Dólar a R$ 5,07
Enquanto o Ibovespa registra uma queda superior a 2%, o dólar à vista (USDBRL) se fortalece internacionalmente, impulsionado pela continuidade do conflito no Oriente Médio.
Aos 13h46 (horário de Brasília), o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, apresentava uma alta de 0,32%, alcançando 99,538 pontos.
Em relação ao real, a moeda norte-americana estava sendo negociada a R$ 5,0737, com um aumento de 1,29%. Na máxima do dia, o dólar chegou a subir 1,33%, atingindo R$ 5,0762.
Fonte: www.moneytimes.com.br

