Ibovespa encerra o dia em queda
O Ibovespa finalizou o pregão desta segunda-feira, 10 de agosto, com uma diminuição de 0,19%, registrando 172.179 pontos. A sessão foi caracterizada pela cautela dos investidores, que aguardavam a divulgação de importantes indicadores de inflação tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O volume financeiro negociado na bolsa alcançou R$ 17,7 bilhões, superando a média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$ 16,4 bilhões, indicando que, embora o movimento do índice tenha sido relativamente contido, a participação dos investidores foi significativa. A pressão no índice adveio principalmente de ações da Axia Energia e de empresas do setor financeiro, enquanto o aumento do petróleo contribuiu para uma sessão mais pressionada, tanto nos juros quanto no câmbio. O fechamento do contrato futuro de Ibovespa não foi divulgado, impossibilitando uma comparação numérica entre o índice à vista e seu correspondente futuro.
Atenção ao cenário econômico
O mercado acionário brasileiro iniciou a semana em um compasso de espera, com grande atenção focada nos dados da inflação ao consumidor referentes ao mês de julho, cuja divulgação está prevista para o dia 11 de agosto. Além disso, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos está agendado para ser divulgado em 12 de agosto. A expectativa em relação à inflação no Brasil sugere uma desaceleração mensal para 0,03%, comparada a 0,16% do mês anterior, com a taxa anualizada projetada em 4,4%, abaixo do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Banco Central e inferior aos 4,64% reportados em junho. O Boletim Focus mostrou uma sexta semana consecutiva de redução na projeção da inflação ao consumidor para o final deste ano, agora com uma expectativa de 5,02%. No cenário político, uma pesquisa realizada pela BTG Pactual/Nexus revelou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 47% das intenções de voto, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro, do PL, ampliando a vantagem em relação à rodada anterior, onde os números foram de 46% e 45%, embora ainda dentro da margem de empate técnico.
Mercados externos em baixa
No mercado externo, Wall Street encerrou em baixa, com as quedas de 0,11% no Dow Jones, 0,06% no S&P 500 e 0,32% no Nasdaq 100. Os rendimentos dos Treasuries de dois e dez anos apresentaram alta. A situação externa também é impactada por um impasse envolvendo Estados Unidos, Irã e Omã sobre a navegação no Estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent subiu 4,79%, alcançando US$ 84,98 por barril, em meio a incertezas que permeiam a região. Donald Trump informou que o estreito estava 100% aberto e sob controle da Marinha dos Estados Unidos, enquanto autoridades iranianas mantiveram reservas sobre um acordo mais amplo. Na China, o minério de ferro futuro em Dalian caiu 0,35%, sendo comercializado a US$ 105,79 por tonelada, após a divulgação de dados fracos de produção industrial, que geraram preocupações sobre a demanda pela matéria-prima. O dólar futuro subiu 0,48%, atingindo R$ 5,134, enquanto o DXY aumentou 0,21%, marcando 99,8 pontos.
Destaques corporativos
No âmbito corporativo, a Embraer, fabricante brasileira de aeronaves comerciais, executivas, militares e de defesa, destacou-se positivamente no pregão, apresentando uma valorização de 2,31% após divulgar um lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre, o que representou um crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita da empresa alcançou R$ 11,3 bilhões, marcando um recorde histórico para um segundo trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre ajustado, desconsiderando a Eve, foi de R$ 2,0 bilhões. A empresa também aumentou sua projeção para a margem EBIT ajustada, agora estimada entre 10,0% e 10,6%, em comparação a 8,7% a 9,3% anteriormente, e passou a prever um fluxo de caixa livre de US$ 400 milhões ou mais. Por outro lado, os BDRs da JBS, um grupo global de alimentos e proteínas, tiveram uma queda de 4,41% após o anúncio de que Wesley Batista Filho assumirá a posição de CEO Global a partir de janeiro de 2027, enquanto Gilberto Tomazoni deixará a função, tornando-se vice-presidente do conselho e conselheiro sênior.
Principais quedas no Ibovespa
Entre as ações que impactaram negativamente o Ibovespa, as ações ordinárias de Axia Energia registraram uma queda de 2,26%. As ações preferenciais do Itaú Unibanco, um banco atuante em serviços financeiros, crédito, investimentos e seguros, recuaram 0,81%, enquanto as ações ordinárias da Eneva, uma empresa de geração e comercialização de energia, caíram 3,28%. No ranking das maiores quedas percentuais, destacaram-se a Cosan, grupo com atuação em energia, combustíveis e infraestrutura, com uma queda de 5,99%; a Vamos, uma empresa especializada em locação de caminhões, máquinas e equipamentos, que registrou uma queda de 5,52%; e a Yduqs, grupo do setor de educação superior que engloba operações de ensino e serviços educacionais, que perdeu 5,28%. O material divulgado não apresenta o ranking completo das ações mais negociadas por volume financeiro e suas respectivas variações, portanto, não é possível listar as três primeiras posições desse ranking apenas com os dados fornecidos.
Juros futuros em alta
O mercado de juros futuros da B3 encerrou a segunda-feira, 10 de agosto, com os vértices da curva apresentando firme alta, que atingiu até 9,0 pontos-base, um movimento associado, em grande parte, à pressão provocada pela valorização do petróleo. Essa situação também contribuiu para a alta do dólar e elevou a percepção de risco em relação à trajetória da inflação. Entretanto, essa leitura não foi uniforme ao longo da curva; os vértices mais curtos mostraram um comportamento próximo à estabilidade, refletindo a indicação do Boletim Focus de desaceleração, pela sexta semana consecutiva, da projeção para a inflação ao consumidor ao fim de 2026, agora estipulada em 5,02%.
Nos segmentos de média e longa duração, a pressão foi mais evidente, uma vez que a curva incorporou maior cautela devido ao ambiente externo, à alta dos preços do petróleo e ao comportamento do câmbio. Embora o material fornecido indique que os vértices chegaram a subir até 9,0 pontos-base, não foram especificados quais contratos individuais apresentaram as maiores oscilações nem os valores específicos das taxas dos DIs mais negociados. Assim, não é possível apontar com segurança o DI de maior alta, o DI de maior queda ou o contrato com maior volume financeiro baseado apenas nas informações disponibilizadas.
Fonte: br.-.com


