Ibovespa encerra 11 dias de queda impulsionado por apoio do Tesouro dos EUA e alta nas commodities

Ibovespa encerra 11 dias de queda impulsionado por apoio do Tesouro dos EUA e alta nas commodities

by Editoria Bolsa e Mercado
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Mercado Financeiro: Recuperação da Bolsa Brasileira

Alta no Ibovespa

A bolsa de valores brasileira observou um alívio significativo na quarta-feira, dia 19 de agosto, após uma longa sequência de 11 dias seguidos de quedas. O índice Ibovespa (IBOVESPA:IBOV) fechou o dia com uma alta de 0,90%, alcançando a marca de 167.830 pontos. Durante sessões mais intensas, o índice ultrapassou os 170 mil pontos. Essa recuperação foi impulsionada pela intervenção inesperada do Tesouro dos Estados Unidos, conduzida por Scott Bessent, que anunciou um aumento no volume de recompras de títulos públicos de longo prazo, com o intuito de injetar liquidez no sistema financeiro.

Giro Financeiro em Alta

O renovado otimismo no mercado ficou evidente no volume financeiro da B3, que movimentou R$ 19,6 bilhões, superando a média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$ 16,8 bilhões. Em conjunto com essa melhora, o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT) apresentou uma recuperação substancial, refletindo o aumento do apetite ao risco e aliviando a pressão que havia afetado os ativos locais no início do mês.

Influências Externas e Cenário Internacional

O pregão da quarta-feira foi amplamente influenciado por desdobramentos internacionais e pelo alívio proveniente da maior economia do mundo. O anúncio da duplicação das operações de recompra de Treasuries pelo Tesouro norte-americano proporcionou um alívio imediato aos mercados globais, resultando em uma queda significativa nos rendimentos das taxas de longo prazo nos Estados Unidos. A divisa norte-americana, por sua vez, se enfraqueceu em relação a moedas emergentes. A cotação do Dólar Americano diante do Real Brasileiro (FX:USDBRL) caiu 0,88%, registrando R$ 5,183, enquanto o índice Dólar DXY (CCOM:DXY) recuou 0,80%, alcançando 98,8 pontos.

Embora alguns analistas tenham observado que a medida pode apenas mascarar os problemas fiscais enfrentados pelos Estados Unidos, ela abriu espaço para a valorização de commodities, como o Petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE) e o Óleo Brent (CCOM:OILBRENT), com este último registrando um avanço de 0,18%, cotado a US$ 91,26. As tensões no Estreito de Ormuz, mencionadas por Donald Trump, também impactaram o mercado, assim como a valorização do Minério de Ferro na China e o aumento nos preços do Ouro (PM:XAUUSD) e da Prata (PM:XAGUSD), que subiram 4,09% e 4,80%, respectivamente.

Mercado Norte-Americano

Nos Estados Unidos, o clima foi de cautela, com as divergências na ata do FOMC sinalizando incertezas sobre o futuro dos juros, em razão da inflação persistente e das preocupações relacionadas ao Oriente Médio. Os índices Dow Jones (DOWI:DJI) e S&P 500 (SPI:SP500) avançaram 0,22%, enquanto o Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX) recuou 0,22%. Dentro do mercado interno, os investidores acompanharam um fluxo cambial positivo de US$ 851 milhões, além de alertas emitidos pelo JPMorgan sobre riscos fiscais, mantendo uma recomendação neutra para o mercado local.

Movimentações no Mercado Corporativo

No âmbito corporativo da bolsa de valores brasileira, o dia foi marcado por movimentações significativas tanto operacionais quanto setoriais. Em destaque nas maiores altas percentuais do índice, as ações ordinárias da Cosan (BOV:CSAN3), empresa com relevante atuação nos setores de agronegócio, energia e logística, dispararam 8,31%. Seguiram-se as ações da MBRF (BOV:MBRF3), gigante do setor alimentício focada em carnes processadas, que subiram 7,65%, e as ações da Minerva (BOV:BEEF3), referência na exportação de carne bovina in natura e derivados na América do Sul, que avançaram 6,57%.

Por outro lado, o destaque negativo foi para as ações da Gerdau (BOV:GGBR4), que caíram 5,21% devido a preocupações acerca de uma possível redução das tarifas de importação de aço nos Estados Unidos, o que poderia impactar os spreads da siderúrgica no mercado norte-americano.

Contribuições Positivas e Destaques Judiciais

Entre os papéis com maior volume financeiro e contribuições positivas, destacaram-se as ações preferenciais da Petrobras (BOV:PETR4 | NYSE:PBR), que subiram 1,20%. As ações ordinárias da Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE), uma mineradora de renome na extração e comercialização de minério de ferro, também apresentaram uma alta de 0,81%, enquanto os papéis da Axia (BOV:AXIA3) avançaram 1,80%. No âmbito judicial, o Grupo Casas Bahia (BOV:BHIA3) teve destaque após a Justiça do Trabalho determinar a reinstalação temporária dos contratos de funcionários que haviam sido demitidos recentemente.

Mercado de Juros Futuros

No mercado de juros futuros da B3, a quarta-feira, dia 19 de agosto, apresentou um alívio disseminado em toda a estrutura da taxa de juros, impulsionado diretamente pela queda dos rendimentos das Treasuries norte-americanas de longo prazo, em resposta à atuação do Tesouro dos Estados Unidos. A curva de juros brasileira enfrentou um fechamento generalizado de taxas, com os vértices recuando até 9,0 pontos-base. Este movimento foi mais acentuado nas curvas de longa e média duração, refletindo uma diminuição do estresse no cenário global e uma melhora temporária na percepção de risco para ativos emergentes, enquanto a curva de curta duração apresentou variações mais limitadas, devido à cautela em relação às projeções fiscais domésticas indicadas por instituições como o JPMorgan.

Contratos Futuros de Juros

Entre os contratos futuros de juros mais negociados e que registraram as maiores variações, merece destaque o contrato futuro de juros (BMF:DI1FUT), que apresenta vencimentos intermediários e longos, acumulando as maiores quedas nas taxas nominais durante a sessão. Esses contratos vindos da recente volatilidade na bolsa de valores devolveram os prêmios que haviam sido acumulados nas sessões anteriores de queda.

Fonte: br.advfn.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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