Alta dos Preços do Petróleo
Os preços do petróleo registraram um novo aumento nesta quarta-feira, 19, em resposta ao aumento das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, que serve como referência para o mercado internacional, para o mês de outubro, finalizou o dia com uma alta de 0,66%, cotado a US$ 91,62 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI), também referente a outubro, apresentou um aumento de 0,39%, alcançando a cotação de US$ 84,39 o barril.
O que influenciou a movimentação do petróleo?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode retomar as negociações com o Irã “em algum momento”, embora não agora. Trump também mencionou que os EUA têm a intenção de transformar o Estreito de Ormuz em território norte-americano, afirmando que vários navios teriam transposto a hidrovia no dia anterior. Em resposta, o Consulado do Irã ironizou a afirmação, afirmando que a Califórnia é, na verdade, território iraniano.
Adicionalmente, em um contexto de intensificação das tensões, a Arábia Saudita optou por descontinuar as relações financeiras e comerciais com o Irã.
Segundo informações do Al Arabiya, o presidente do Parlamento iraquiano, Haibat al-Halboosi, solicitou ao Irã um “status especial” para garantir que o petróleo do Iraque possa continuar sendo exportado pelo Estreito de Ormuz.
Dados recentes do Departamento de Energia dos Estados Unidos indicaram um aumento inesperado nos estoques de petróleo, além de uma elevação na produção média diária.
Além disso, a desvalorização do dólar proporcionou suporte aos preços do petróleo, considerando que as commodities frequentemente apresentam uma correlação negativa com a moeda norte-americana. Esse movimento foi observado após uma reação do mercado ao anúncio do Tesouro dos EUA acerca do aumento das compras de títulos, visando assegurar a estabilidade dos Treasuries de longo prazo.
Fonte: www.moneytimes.com.br
