Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) concluiu a segunda semana de fevereiro com um desempenho negativo, influenciado principalmente pela aversão ao risco dos investidores estrangeiros e pela atenção ao noticiário corporativo.
Nesta sexta-feira, dia 13, o principal índice da bolsa brasileira fechou com uma queda de 0,69%, alcançando 186.464,30 pontos. No acumulado da última semana, no entanto, o Ibovespa registrou um ganho de 1,92%.
O dólar à vista (USDBRL) terminou o dia cotado a R$ 5,2299, com uma alta de 0,57%. Ao longo da semana, a divisa acumulou uma alta de 0,18% em relação ao real. No cenário doméstico, os investidores reagiram ao recuo de 0,4% nas vendas do varejo restrito em dezembro, comparado ao mês de novembro, resultado que mostrou-se mais negativo do que a mediana das projeções, que era de -0,1%.
O conceito ampliado, que inclui atividades de material de construção, veículos e atacado alimentício, reportou uma queda de 1,2% em dezembro em comparação a novembro, na série já ajustada sazonalmente, valor que ficou abaixo da mediana prevista (-1%).
Os movimentos de reestruturação de dívidas da Raízen (RAIZ4) também foram monitorados pelo mercado financeiro.
Altas e Quedas do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) apresentou uma predominância de quedas entre a maioria das ações, incluindo as de maior peso. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) fecharam com uma queda de 2,32%, sendo cotadas a R$ 25,43, após um desempenho positivo na véspera com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025.
O Bradesco BBI alertou em um relatório que, apesar do resultado do balanço do banco ter superado as expectativas, a qualidade dos resultados apresentava preocupações. As receitas relacionadas a tarifas mostraram fraqueza e a qualidade dos ativos se deteriore, com o índice de inadimplência acima de 90 dias aumentando para 5,2%.
Entre os pesos-pesados, as ações da Petrobras (PETR4) também mostraram queda, fechando em -0,59%, a R$ 36,89, em um movimento contrário ao aumento no preço do petróleo. O contrato futuro do Brent para abril encerrou a sessão com avanço de 0,34%, cotado a US$ 67,75 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
A Vale (VALE3) também encerrou suas atividades em baixa, com uma queda de 2,47%, sendo negociada a R$ 87,03, impacto refletido pelo desempenho do minério de ferro, cujo contrato mais líquido em Dalian caiu 2,36%, negociado a 746 yuans (equivalente a US$ 108,10) a tonelada.
Apesar do prejuízo contábil reportado no quarto trimestre de 2025, a Vale apresentou, segundo análises, um conjunto de números operacionais e de geração de caixa que foram bem recebidos, notadamente pelo desempenho da divisão de metais básicos e pela redução da alavancagem.
Segundo a XP Investimentos, em um relatório coordenado pelo analista Lucas Laghi, o resultado reflete a confirmação de um ciclo operacional robusto. “Os números do 4T25 reforçam um momento operacional bastante sólido da Vale. Jogou-se luz sobre a continuidade dos ganhos de eficiência no minério de ferro, custos dentro das expectativas e uma contribuição mais significativa da divisão de metais básicos, com aumento expressivo nas operações de cobre e níquel”.
Conjuntamente, os bancos, Vale e Petrobras constituem 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ação que mais se desvalorizou entre as listadas foi a da TIM (TIMS3), que teve uma queda de 3,92%, alcançando o valor de R$ 27,18, após uma significativa valorização acumulada no ano de 27,88%.
No lado positivo, as ações da Eneva (ENEV3) registraram um aumento de 8,01%, alcançando R$ 21,43, impulsionadas pela decisão do governo de cancelar os preços-teto anteriores e anunciar uma nova revisão para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) programado para março.
Desempenho do Mercado Externo
Os índices de Wall Street apresentaram um fechamento sem uma direção unificada na última sessão da semana, com os setores de tecnologia, softwares e finanças apresentando desvalorização, impulsionados por temores relacionados à volatilidade da inteligência artificial.
Fechamento dos Índices
- Dow Jones: +0,10%, aos 49.500,93 pontos;
- S&P 500: +0,05%, aos 6.836,17 pontos;
- Nasdaq: -0,22%, aos 22.546,67 pontos;
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Na Europa, os principais índices também apresentaram fechamento misto. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com uma queda de 0,13%, registrando 617,70 pontos. Na análise semanal, o recuo foi de 0,02%.
Na Ásia, os índices encerraram predominantemente em baixa. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,21%, atingindo 56.941,97 pontos, em linha com a desvalorização das commodities; o índice Hang Seng, de Hong Kong, também apresentou queda de 1,72%, atingindo 26.567,12 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br