Ibovespa recua sob pressão de Vale e bancos, enquanto mercado intensifica expectativas de corte da Selic após dados negativos do varejo.

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa encerrou a sexta-feira, 13 de fevereiro, com uma baixa de 0,69%, atingindo 186.464 pontos. Esse movimento ocorreu em oposição ao que foi observado em Wall Street, mesmo após a leitura mais amena do núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que reforçou as expectativas de um possível corte de juros pelo Federal Reserve. O volume financeiro do dia foi de R$ 22,6 bilhões, cifra que superou a média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$ 20,3 bilhões. Esse dado indica um giro consistente no mercado antes do feriado prolongado, já que a bolsa brasileira retornará somente na quarta-feira, 18 de fevereiro, às 13h. No mercado futuro, os contratos de índice também refletiram uma postura cautelosa e um ajuste de posições. Apesar da queda no dia, o índice acumulou um aumento de 1,92% na semana.

Fatores Econômicos

O dia foi marcado por uma combinação de fatores locais e internacionais. No cenário brasileiro, o varejo apresentou uma queda de 0,4% em dezembro, conforme dados do IBGE, resultado que ficou abaixo da expectativa de uma redução de 0,2%. Essa informação reforçou os sinais de desaceleração econômica e pressionou a curva de juros, elevando para 76% a probabilidade de um corte de 50 pontos-base pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março, segundo as opções digitais da B3.

No panorama internacional, mesmo diante de um CPI mais benigno, o índice S&P 500 registrou um avanço, enquanto o índice do dólar DXY recuou 0,04%, chegando a 96,88 pontos. Por sua vez, o contrato futuro do dólar negociado na B3 teve uma alta de 0,14%, alcançando R$ 5,238. No cenário político, notícias relacionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) adicionaram uma camada de tensão institucional ao contexto doméstico.

Commodities

Em relação às commodities, o petróleo Brent Crude Oil apresentou uma queda de 0,40%, enquanto o preço do ouro teve uma elevação significativa, disparando 2,16%. Esse movimento está alinhado com a busca global por ativos de proteção em tempos de incerteza.

Notícias Corporativas

No noticiário corporativo, a empresa Raízen registrou uma queda de 5,97% após anunciar um impairment de R$ 11 bilhões no terceiro trimestre. Esse fato ocorreu em meio a rebaixamentos de rating e discussões sobre um potencial aumento de capital envolvendo as empresas Shell e Cosan.

Por outro lado, a Eneva teve um desempenho positivo, com um aumento de 8,06% após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevar de forma significativa o preço-teto para a capacidade térmica existente, além de novos projetos, o que aumentou a atratividade dos próximos leilões.

Movimentações no Índice

Entre as principais pressões negativas do índice, as ações da Vale enfrentaram uma queda de 2,47%. Outras empresas como Itaú Unibanco e Banco do Brasil também não se saíram bem, com quedas de 0,97% e 2,31%, respectivamente. Nas maiores quedas percentuais, os destaques foram BB Seguridade, com uma queda de 3,83%, seguida por TIM Brasil, que teve uma baixa de 3,53%, e Gerdau, com -3,38%.

Curva de Juros na B3

No que diz respeito à curva de juros da B3, os contratos futuros de DI fecharam a sessão com uma redução de até 6 pontos-base em seus vencimentos, seguindo o padrão de queda dos yields norte-americanos e reagindo aos dados de atividade econômica fracos no Brasil. Os vértices de curto prazo mostraram-se os mais sensíveis às expectativas de um corte na taxa Selic em março, refletindo a probabilidade de 76% de um corte de 50 pontos-base pelo Copom.

As taxas nos trechos médios e longos também recuaram, porém de maneira mais moderada, o que sugere um ajuste no prêmio de risco e nas expectativas inflacionárias. Esse movimento indica uma reprecificação significativa da trajetória da Selic, com o mercado começando a consolidar um cenário de flexibilização monetária mais consistente nas próximas reuniões.

Fonte: br.-.com

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