Desempenho do Ibovespa
Na sessão de ontem, o Ibovespa (IBOV) apresentou oscilações ao longo do dia, mas conseguiu firmar alta nas horas finais, devido aos índices de Wall Street atingindo máximas históricas após a recente decisão do Federal Reserve de reduzir os juros nos Estados Unidos.
Nesta quinta-feira (11), o principal índice da bolsa brasileira terminou suas negociações com uma leve alta de 0,07%, finalizando o pregão aos 159.189,10 pontos. No mesmo dia, o dólar à vista (USBRL) fechou as negociações cotado a R$ 5,4044, com uma queda de 1,17% em relação ao dia anterior.
Cena Política Nacional
Enquanto isso, no cenário político nacional, os eventos se mantiveram sob atenção. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou sua pré-candidatura à Presidência na semana passada e reiterou que sua “condição” para desistir da corrida eleitoral seria ceder seu espaço ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre pena em uma carceragem da Polícia Federal em Brasília, sob acusação de tentativa de golpe ao Estado e encontrado inelegível para eleições futuras.
“Portanto, não há preço”, afirmou Flávio em uma entrevista ao podcast Irmãos Dias, que ocorreu na tarde de ontem.
Além disso, nesta mesma tarde, o Palácio do Planalto confirmou oficialmente que houve um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que ocorreu no dia 2 deste mês. De acordo com a nota oficial, a conversa foi breve e abordou tópicos relacionados à situação na América do Sul e Caribe, bem como a necessidade de pacificação na região.
Durante um evento promovido pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência em Minas Gerais, Lula também mencionou a recente conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula declarou que não deseja guerra na América Latina e se ofereceu como mediador nas negociações entre os EUA e a Venezuela, afirmando: “Disse a Trump que acredito mais no poder da palavra do que no poder da arma.”
Política Monetária e Reação do Mercado
O mercado também reagiu à recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva, em uma decisão unânime. O comunicado do Comitê reafirmou que a estratégia atual de manutenção da taxa de juros por um período prolongado é considerada adequada para garantir a convergência da inflação em direção à meta estabelecida. O Copom mantém a posição de vigilância e não hesitará em retomar o ciclo de ajustes caso julgue necessário.
Altas e Quedas do Ibovespa
No que diz respeito às ações das companhias listadas no Ibovespa (IBOV), os pesos-pesados sustentaram o índice em território positivo. As ações da Vale (VALE3), mais uma vez, foram as mais negociadas no mercado brasileiro, apresentando uma alta de quase 2%. Isso ocorreu apesar da fraqueza do minério de ferro, com os papéis da mineradora terminando o dia cotados em R$ 72, o maior valor desde fevereiro de 2023.
A entrada de capital estrangeiro também trouxe benefícios para o setor bancário. No entanto, as ações da Petrobras (PETR4) mostraram um desempenho negativo, acompanhando a queda do petróleo Brent, que registrou um recuo de aproximadamente 2%. O contrato mais líquido da commodity para fevereiro de 2026 encerrou com uma baixa de 1,47%, cotado a US$ 57,60 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Por outro lado, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Hapvida (HAPV3), que viu suas ações subirem mais de 3% em uma recuperação das perdas recentes. Apesar desse ganho, as ações da operadora de saúde acumulam uma desvalorização de 58% ao longo do ano, figurando como o segundo papel com pior desempenho no Ibovespa em 2025.
A Suzano (SUZB3) destacou-se entre a ponta negativa, com uma queda de mais de 4%, em resposta ao Investidor Day. A companhia atualizou suas projeções, incluindo uma estimativa de capex de R$ 10,9 bilhões para 2026, um valor 18% inferior ao de 2025. Para o Itaú BBA, as novas estimativas mostraram mudanças limitadas quando comparadas às previsões anteriores, alinhando-se às expectativas do banco. A gestão também revisou suas visões acerca do equilíbrio entre oferta e demanda na indústria para os próximos anos, observando que o crescimento orgânico da demanda e a substituição fibra-por-fibra irão mais do que compensar o impacto negativo das mudanças de verticalização na China.
Desempenho no Exterior
Os índices da bolsa de valores de Wall Street continuaram a reagir à decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). Na sessão de ontem (10), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) decidiu cortar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, reduzindo-a para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, conforme esperado. Esta foi a terceira redução consecutiva.
A decisão tomada não foi unânime, com Stephen Miran propondo um corte de 0,50 ponto percentual, enquanto Austan Goolsbee e Jeffrey Schmid optaram por manter o Fed Funds na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Assim, o placar da votação foi de 9 a 3, constituindo a maior dissidência desde setembro de 2019.
Entre os destaques, as ações da Oracle (ORCL) apresentaram uma queda expressiva de mais de 15%, após previsões pessimistas e aumento nas despesas de capital gerarem preocupações sobre o retorno dos investimentos massivos em inteligência artificial (IA) da empresa. Tal situação culminou em uma liquidação nas ações de tecnologia.
Os índices também registraram os seguintes fechamentos:
- Dow Jones: +1,34%, aos 48.704,01 pontos – maior nível nominal histórico;
- S&P 500: +0,21%, aos 6.901,00 pontos – maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: -0,26%, aos 23.593,85 pontos.
No continente europeu, os índices fecharam em alta em decorrência do corte nos juros nos Estados Unidos, com o índice pan-europeu Stoxx 600 apresentando uma alta de 0,55%, aos 581,34 pontos.
Na Ásia, a maioria dos índices encerrou a sessão em queda. O índice Nikkei, do Japão, registrou uma baixa de 0,90%, finalizando em 50.148,82 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve uma queda de 0,04%, terminando o dia em 25.530,51 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br


