Expectativas da Embraer em Licitação na Índia
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer está otimista quanto à possível evolução de uma licitação de aeronaves de transporte militar na Índia. O modelo C-390 Millennium é um dos principais concorrentes na disputa. Essa informação foi compartilhada pelo presidente-executivo da companhia, Francisco Gomes Neto, em uma entrevista à Reuters.
Detalhes da Licitação
Gomes Neto informou que a Índia deve emitir uma solicitação de proposta (RFP) que incluirá a aquisição de entre 60 e 80 aeronaves. O executivo comentou sobre a expectativa de que a RFP seja divulgada nos próximos meses.
"Informações que recebemos indicam que a RFP deve ser emitida em breve", disse ele. Além disso, Gomes Neto destacou que há previsões sobre uma decisão até o final de 2027, o que seria um prazo bastante favorável para a Embraer no contexto da negociação.
Estratégia de Vendas Globais
A Embraer está focada em aumentar as vendas mundiais do C-390 e considera a Índia um mercado estratégico. A aeronave é vista como uma forte concorrente do C-130 Hercules, fabricado pela Lockheed Martin.
Parceria com a Mahindra
Para fortalecer sua posição na Índia, a Embraer firmou uma parceria com a empresa local Mahindra no desenvolvimento do C-390.
Expansão para o Mercado Chinês
A Embraer também manifestou interesse em introduzir seus jatos E2 no mercado chinês, identificando uma possível oportunidade para esses modelos, em meio à variedade de aeronaves desenvolvidas localmente.
Estrutura da Equipe em Pequim
Conforme afirmou o presidente-executivo da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, a empresa possui uma equipe dedicada em Pequim que atua diariamente na busca de novas oportunidades no mercado chinês.
"Estamos convencidos de que a família E2 será um complemento ideal aos produtos nativos da China", acrescentou Meijer.
Integração com Aeronaves Chinesas
Meijer indicou que os modelos E190-E2 e E195-E2 podem se posicionar entre o menor C909 e o maior C919 fabricados na China, oferecendo às companhias aéreas a flexibilidade necessária para conectar cidades em todo o país.
Ele também divulgou que a Embraer está em conversas com potenciais clientes e que a família E2 já conta com a certificação das autoridades locais.
Desafios do Mercado Chinês
Desde o fechamento, em 2016, de uma joint venture de jatos executivos em Harbin, a Embraer tem se esforçado para encontrar novas oportunidades na China. No entanto, em 2023, a empresa anunciou um acordo para transformar jatos de passageiros em cargueiros em Lanzhou, o que não atendeu às expectativas de alguns no setor que aguardavam um acordo de vendas com uma companhia aérea.
Meijer destacou que "a China enfrenta seus próprios desafios", e que a Embraer está em discussão sobre a melhor forma de introduzir os E2 no mercado chinês, afirmando que ainda não é o momento apropriado para essa entrada.
Foco em Aeronaves Menores
Em uma declaração separada, Meijer apontou que a Embraer não está preparada para desenvolver uma aeronave maior, mesmo diante do crescente interesse manifestado por parte dos clientes.
Segmento Principal de Mercado
O executivo ressaltou que a Embraer continua a concentrar seus esforços em seu segmento principal de jatos que comportam até aproximadamente 150 passageiros. Neste segmento, a empresa compete com a família A220 da Airbus, mas ainda está aquém da popularidade das famílias A320 e 737, que são as mais vendidas pelas fabricantes Airbus e Boeing.
"É um fato bem conhecido que nossos clientes estão solicitando uma aeronave maior. Entretanto, essa é uma decisão de grande relevância para uma empresa como a Embraer. No momento, estamos bastante satisfeitos com nosso foco no segmento de até 150 assentos", concluiu Meijer.
Fonte: www.moneytimes.com.br


