As bolsas de valores da Europa e os futuros de Nova York estão apresentando uma falta de direção nesta manhã, aguardando a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos, com destaque para o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Preços ao Consumidor (PCE). A previsão aponta para um crescimento de 3,3% na leitura do PIB referente ao terceiro trimestre, seguindo um aumento de 3,8% no trimestre anterior.
Segundo a Oxford Economics, “a volatilidade em torno de tarifas e políticas fiscais influenciará o PIB do terceiro trimestre, enquanto a paralisação do governo terá um impacto significativo no crescimento do trimestre atual”.
Perspectivas no Brasil e Impactos no Mercado
No Brasil, o desempenho moderado observado nos futuros de Nova York e no **petróleo** sugere que o principal índice da B3 deve registrar ganhos modestos hoje, especialmente com a proximidade do **Natal**. A queda de 0,26% no **minério de ferro** registrado na China também deve exercer pressão sobre os ativos do setor.
No mercado de câmbio, o **dólar** apresentou uma queda em relação às divisas europeias, alcançando o menor patamar frente ao euro em uma semana e em relação à libra desde o dia 1º de outubro deste ano. A moeda americana também depreciou-se para menos de 156 ienes pela primeira vez desde a última sexta-feira, quando a recente decisão do Banco do Japão (BoJ) impactou a moeda local. No mercado cambial doméstico, a moeda americana teve um aumento de 0,13%, sendo cotada a R$ 5,5915 na venda.
Ibovespa futuro: Destaques do Mercado de Ações
Leilões de Dólares pelo Banco Central
O Banco Central do Brasil anunciou a realização de dois **leilões de linha** (venda de dólares com compromisso de recompra) nesta terça-feira. Essa operação não está relacionada à rolagem de vencimentos, representando, portanto, a injeção de novos recursos no mercado financeiro.
Os dois leilões acontecerão simultaneamente, no intervalo das 10h30 às 10h35. O Banco Central aceitará até US$ 2,0 bilhões a serem distribuídos, conforme seu critério, entre os dois leilões. Na última sexta-feira (19), o Banco Central já havia realizado dois leilões de linha, vendendo a totalidade dos US$ 2,0 bilhões oferecidos. Essa operação também não se relacionou à rolagem de vencimentos.
A oferta desta terça-feira será na modalidade pós-fixada pela Selic. A taxa de câmbio a ser empregada para a venda de dólares será a Ptax calculada às 10 horas do dia do leilão. As operações de venda serão liquidadas no dia 26 de dezembro de 2025. Já as operações de compra terão liquidações programadas para o dia 5 de maio de 2026, para o leilão ‘A’, e 2 de junho de 2026, para o leilão ‘B’.
IPCA-15: Aumento em Dezembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (**IPCA-15**) apresentou alta de 0,25% em dezembro, superando em 0,05 ponto percentual o resultado de novembro, que foi de 0,20%. Essa informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (**IBGE**) nesta manhã. Com essa valorização, o IPCA-15 encerra o ano com um aumento de 4,41%, valor que se situa abaixo do teto da meta de inflação estipulada, que é de 4,5%. No mês de dezembro do ano anterior, a taxa foi de 0,34%.
A alta de 0,25% na **prévia da inflação** ocorreu em consonância com as projeções, que indicavam uma mediana de estimativas coletadas pelo **Projeções Broadcast**, variando entre aumentos de 0,12% a 0,40%.
Dentre os nove grupos de produtos e serviços analisados, sete apresentaram alta em dezembro. O grupo que registrou a maior variação e impacto positivo foi o de Transportes (0,69% e 0,14 ponto percentual), com a contribuição relevante do aumento nas passagens aéreas, que subiram 12,71% (responsável por 0,09 ponto percentual). O grupo de Artigos de Residência (-0,64% e -0,02 ponto percentual) vaticinou a quarta queda consecutiva na média de preços. As demais variações observaram desde uma leve redução de 0,01% no item Saúde e Cuidados Pessoais até um aumento de 0,69% em Vestuário.
Esses indicadores, entre outros dados divulgados, estarão presentes no radar dos investidores e podem ter um impacto significativo nas negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando diretamente o índice **Ibovespa futuro**.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br


