Ibovespa e o Cenário Econômico em 11 de Outubro
O Ibovespa (IBOV) iniciou o pregão desta quinta-feira, 11 de outubro, com uma leve alta, enquanto o mercado observava atentamente os dados de inflação nos Estados Unidos e as informações sobre o setor de varejo no Brasil. Às 10h11 (horário de Brasília), o índice principal da bolsa brasileira registrava um avanço de 0,23%, alcançando 142.676,30 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista apresentava uma queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,3950. Esse movimento também refletia o processo de digestão dos dados de inflação, que influenciam as expectativas em relação à próxima decisão do Federal Reserve sobre as taxas de juros nos EUA.
Questões Relevantes para Investidores no Ibovespa em 11 de Outubro
1 – Inflação nos Estados Unidos
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos subiu 0,4% em agosto, conforme anunciou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Destaca-se que a inflação norte-americana acumula alta de 2,9% nos últimos 12 meses. O setor de moradia foi o principal responsável pelo aumento mensal, com uma inflação de 0,4%. As categorias de alimentação e energia também contribuíram, com aumentos de 0,5% e 0,7%, respectivamente. A gasolina, especificamente, viu um aumento de 1,9%.
Outros itens como passagens aéreas, veículos usados e vestuário também tiveram crescimento nos preços frente a julho, enquanto setores como assistência médica e comunicação apresentaram quedas.
2 – Vendas no Varejo Brasileiro
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que as vendas do varejo brasileiro enfrentaram o quarto mês consecutivo de queda em julho. Isso sinaliza uma desaceleração gradual da atividade econômica no início do terceiro trimestre. As vendas varejistas recuaram 0,3% em relação ao mês de junho, mas mostraram uma alta de 1,0% quando comparadas a julho do ano anterior, contrariando as expectativas de uma queda de 0,3% frente ao mês anterior e uma alta de 0,8% na comparação anual, segundo pesquisa da Reuters.
Dentre as oito categorias do comércio varejista analisadas pelo IBGE, metade registrou queda nas vendas, com destaque negativo para equipamentos de escritório e informática, que caíram 3,1%, além de tecidos, vestuário e calçados, que tiveram uma queda de 2,9%. Em contraste, as maiores altas foram observadas em móveis e eletrodomésticos (1,5%) e em livros, jornais, revistas e papelaria (1,0%).
3 – Compras da Neoenergia (NEOE3)
A empresa de energia elétrica espanhola Iberdrola anunciou a aquisição da participação de 30,29% que a Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) detinha na Neoenergia (NEOE3), por um valor de R$ 11,95 bilhões, equivalente a 1,88 bilhões de euros. Segundo o comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Iberdrola pagará R$ 32,50 por ação à Previ. O acordo ainda depende das aprovações regulatórias necessárias e deve ser finalizado nos próximos meses. Na quarta-feira, 10 de outubro, as ações da Neoenergia estavam sendo negociadas a R$ 28,19 na B3.
Com essa operação, a Iberdrola aumenta seu controle sobre sua subsidiária brasileira para 83,8%, enquanto 16,2% das ações permanecem disponíveis para negociação na bolsa brasileira.
4 – IRB (Re) (IRBR3) e Avaliação da S&P
A agência de classificação de risco S&P Global elevou os ratings de crédito do emissor de longo prazo e da emissão atribuídos ao IRB (Re) (IRBR3) e suas debêntures, passando de “brAA+” para “brAAA”, conforme comunicado enviado ao mercado na quarta-feira, 10 de outubro. Isso implica que o IRB foi elevado à categoria mais alta na escala nacional brasileira. A classificação mais alta sugere um menor risco de calote, confirmando um baixo risco de inadimplência por parte da empresa.
Segundo a S&P, o levantamento do rating de crédito se dá pela expectativa de capital regulatório que supera confortavelmente os montantes mínimos exigidos, em razão de práticas mais conservadoras e operações que têm se mostrado mais rentáveis.
5 – Decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre Taxas de Juros
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter inalterados os custos de empréstimos durante a reunião desta quinta-feira, 11 de outubro, além de aumentar suas previsões de crescimento para este ano, baseado em uma análise de uma economia mais resiliente. A instituição manteve a taxa sobre os depósitos bancários em 2% pela segunda vez consecutiva, após uma redução significativa na taxa ao longo do último ano, em resposta à queda da inflação em direção à meta de 2%. O BCE, que abrange os 20 países que adotam o euro, não forneceu indicações sobre a futura trajetória das taxas de juros.
*Com informações da Reuters