Ibovespa recua com baixa liquidez frente a dados fracos do Caged, incertezas políticas e tensões globais.

Ibovespa recua com baixa liquidez frente a dados fracos do Caged, incertezas políticas e tensões globais.

by Ricardo Almeida
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Desempenho do Ibovespa

O pregão desta quinta-feira, 27 de novembro, terminou com o Ibovespa (BOV:IBOV) em leve queda, com o índice refletindo uma sessão caracterizada por baixa volatilidade. O efeito do feriado nos Estados Unidos resultou em uma redução significativa na liquidez do mercado global. O Ibovespa recuou 0,12%, fechando a 158.359 pontos. O volume financeiro totalizou apenas R$ 12,4 bilhões, quase a metade da média dos últimos 50 pregões, que foi de R$ 15,9 bilhões. O contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT) também apresentou movimentos pouco expressivos, em linha com a cautela que permeou a jornada, especialmente após as declarações de Gabriel Galípolo e a divulgação de dados menos robustos do Caged.

Clima do Mercado

O clima que envolveu o mercado brasileiro nesta quinta-feira foi influenciado por uma combinação de fatores, incluindo a política interna, as tensões geopolíticas e a divulgação de indicadores macroeconômicos tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos e da China. O Caged reportou a criação de 85 mil novas vagas de trabalho, um número bem inferior à projeção de 110 mil, o que sugere uma atividade econômica mais fraca. Além disso, Gabriel Galípolo afirmou que o Banco Central “não vê motivos para mudar a direção da política monetária.”

No cenário externo, o feriado norte-americano contribuiu para uma contenção no apetite por risco. O índice DXY (CCOM:DXY) caiu 0,02% e o dólar futuro (BMF:DOLFUT) subiu 0,37%, fechando a R$ 5,353. As atenções também se concentraram na situação envolvendo o acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, com os Estados Unidos atuando como mediadores, além da estabilidade do minério de ferro na China, que continuou a manter preços elevados após novos progressos em Dalian.

Destaques no Mercado Corporativo

No setor corporativo, as distribuidoras de combustíveis ganharam notoriedade devido ao avanço da operação Poço de Lobato, que investiga crimes fiscais neste segmento. No quesito ações do Ibovespa (BOV:IBOV), as maiores quedas do dia foram observadas nas ações da Axia (BOV:AXIA3), da Vale (BOV:VALE3) — reconhecida como a maior produtora de minério de ferro do mundo — e da Rede D’Or (BOV:RDOR3), a principal rede hospitalar do país.

Entre as ações que mais caíram em percentuais, destacaram-se Hapvida (BOV:HAPV3), operadora de saúde nacional; Azzas (BOV:AZAS3), atuante no setor imobiliário com foco em empreendimentos residenciais; e MBRF (BOV:MBRF3), relacionada ao setor financeiro. No ranking das ações mais negociadas, as principais foram a Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), que se dedica à exploração e refino de petróleo; a Vale (BOV:VALE3), que tem um peso significativo na bolsa; e o Itaú Unibanco (BOV:ITUB4 | NYSE:ITUB), considerado o maior banco privado do Brasil.

Movimentação da Curva de Juros

A curva de juros finalizou a quinta-feira (27/11) dividida em suas direções: a parte mais curta teve um leve aumento, com taxas subindo até 4 pontos-base, uma reação ao tom firme das declarações de Galípolo, enquanto a curva longa viu uma queda de até 5 pontos-base em resposta aos dados fracos do Caged, reacendendo as expectativas de uma possível flexibilização em 2025. Os contratos futuros de juros (BMF:DI1FUT) mais negociados apresentaram alternância de sinais ao longo do dia. Os operadores estavam atentos ao leilão do Tesouro, que teve uma grande demanda por LTNs e NTN-Fs. O mercado ainda aguarda as declarações de Diogo Guillen, as quais podem influenciar as projeções sobre a Selic e os vértices intermediários, que também tiveram fechamento em baixa leve.

Tabela de Variação do Ibovespa

DataVariaçãoPontuaçãoVolume Financeiro
03/11/20250,61%150.454,24R$ 21,3 bilhões
04/11/20250,17%150.704,20R$ 25,2 bilhões
05/11/20251,72%153.294,44R$ 25,5 bilhões
06/11/20250,03%153.338,63R$ 24,4 bilhões
07/11/20250,47%154.063,53R$ 24,0 bilhões
10/11/20250,77%155.257,31R$ 21,9 bilhões
11/11/20251,60%157.748,60R$ 35,3 bilhões
12/11/2025-0,07%157.632,90R$ 28,9 bilhões
13/11/2025-0,30%157.162,43R$ 29,0 bilhões
14/11/20250,37%157.738,69R$ 25,5 bilhões
17/11/2025-0,47%156.992,93R$ 26,6 bilhões
18/11/2025-0,30%156.522,13R$ 23,9 bilhões
19/11/2025-0,73%155.380,66R$ 25,0 bilhões
21/11/2025-0,39%154.770,10R$ 23,8 bilhões
24/11/20250,33%155.277,56R$ 27,5 bilhões
25/11/20250,41%155.910,18R$ 20,2 bilhões
26/11/20251,70%158.554,94R$ 26,0 bilhões
27/11/2025-0,12%158.359,76R$ 12,4 bilhões

Destaques Corporativos

Banco Pine (PINE4)

O Banco Pine informou na quarta-feira, 26 de novembro, sobre a reorganização significativa em seu ecossistema de varejo colateralizado. A empresa está vendendo sua participação de 33,01% na BYX Capital e aumentando sua participação na AmigoZ para 87,87%. A transação inclui um recebimento de R$ 100 milhões, sujeito a ajustes menores, além de um earn-out vinculado à valorização futura da BYX.

Bradespar (BRAP4)

Nesta quinta-feira, 27 de novembro, às 13h07, a Bradespar anunciou uma decisão parcialmente favorável da Câmara Baixa do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em um processo relacionado à dedutibilidade fiscal de despesas registradas em 2018. A decisão se refere a uma transação de litígio com a Elétron, onde parte da multa imposta pela Receita Federal foi exoneração.

Copasa (CSMG3)

A Copasa deu início ao envio de notificações técnicas aos municípios atendidos, com o intuito de esclarecer detalhes sobre um possível processo de privatização. A empresa busca informar de maneira transparente sobre o que poderia mudar caso a desestatização seja efetivada, embora ainda não tenha tomado uma decisão final.

Engie Brasil (EGIE3)

A Engie Brasil Energia anunciou na quarta-feira, 26 de novembro, que o Sistema de Transmissão Asa Branca recebeu autorização do Operador Nacional do Sistema (ONS) para dar início à operação comercial do trecho Morro do Chapéu II – Poções III, localizado na Bahia. O início desta operação é um passo significativo no cronograma do projeto, correspondente a 33% da Receita Anual Permitida (RAP).

TIM (TIMS3)

Nesta quinta-feira, 27 de novembro, a TIM comunicou que seu conselho de administração aprovou a compra de 100% da V8 Consulting, conhecida como V8.Tech, por R$ 140 milhões. O pagamento será realizado no fechamento do negócio e pode incluir valores adicionais de até R$ 140 milhões nos próximos seis anos, dependendo do cumprimento de metas.

Viver (VIVR3)

A Viver reportou um prejuízo líquido de R$ 5,1 milhões no terceiro trimestre de 2025, representando uma redução significativa em comparação às perdas de R$ 7,2 milhões no trimestre anterior e R$ 10,4 milhões no mesmo período do ano anterior. A melhoria no desempenho reflete um controle mais rigoroso sob as despesas e ganhos de eficiência.

(Com informações da TCMover e Momento B3)

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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