Itaú BBA Adota Postura Cautelosa em Relação à XP
O Itaú BBA decidiu adotar uma postura mais prudente em relação à empresa XP (Nasdaq: XP | B3: XPBR31) e revisou suas estimativas para a companhia. Como consequência, o banco reduziu o preço-alvo das ações que são negociadas na bolsa Nasdaq, de US$ 21 para US$ 19. Essa nova avaliação ainda representa um potencial de valorização de 6% em relação ao fechamento anterior das ações.
Análises do Cenário Atual
Em um relatório, os analistas liderados por Pedro Leduc enfatizaram que os desafios do mercado impactaram significativamente as expectativas relacionadas à XP. Eles afirmaram que a “plataforma ainda não retornou à dinâmica anterior de ganho de participação de mercado”.
Além disso, destacaram que “a recuperação do mercado não se traduziu na retomada de lucros que esperávamos” e que, após um início de ano em um cenário mais otimista, as tendências operacionais da XP foram mais fracas do que o antecipado. Um “sinal de alerta” se acendeu com o BTG Pactual (BPA11) se aproximando da XP em ativos sob custódia.
Desempenho e Receita
Conforme os analistas, “no primeiro trimestre, as receitas de ações da XP cresceram menos do que os volumes do sistema, o que indica uma monetização mais fraca e pressão sobre os take-rates”.
Os profissionais também ressaltaram que a XP não apresentou ganhos significativos em participação de mercado nos últimos anos, enquanto o BTG Pactual praticamente alcançou a companhia em relação aos ativos sob custódia e continua a registrar entradas líquidas de recursos (NNM) mais fortes.
Análise das Carteiras da XP
Os analistas do Itaú BBA também chamaram a atenção para o desempenho implícito das carteiras da XP. Este desempenho continua “modestamente” abaixo do que é observado no BTG nas projeções do banco.
Expectativas para DCM
Adicionalmente, os especialistas avaliaram que a atividade de Debt Capital Markets (DCM), que é a área responsável por estruturar e coordenar emissões de dívida de empresas e instituições, ainda não apresenta sinais de recuperação rápida.
Revisão de Projeções para a XP
Diante da insatisfação com as expectativas, da perspectiva de receitas mais fracas e do aumento das despesas administrativas, o Itaú BBA decidiu reduzir em aproximadamente 9% as projeções de lucro da XP para os anos de 2026 e 2027.
O relatório afirma: “Embora iniciativas estratégicas, conhecidas como a ‘terceira onda’, possam aprimorar a adequação de produtos e a experiência do cliente, não esperamos um impacto significativo no curto prazo, o que deixa a XP com menor visibilidade de resultados e uma dinâmica competitiva mais fraca em comparação com seus pares”.
Recomendação do Itaú BBA
Apesar da perspectiva mais cautelosa, o Itaú BBA manteve a recomendação neutra para as ações da XP.
Na última sexta-feira (22), as ações da XP estavam em queda. Na Nasdaq, os papéis da XP apresentavam uma desvalorização de 4,64%, cotados a US$ 17,04, por volta das 13h15 (horário de Brasília). Na B3, os papéis BRD XPBR31 também caíam 3,87%, negociados a R$ 85,89.
Mercado de Capitais
No mesmo relatório, os analistas do Itaú BBA mencionaram que os participantes do mercado de capitais brasileiro começaram o ano com um forte apetite por risco. No entanto, o cenário se tornou mais seletivo à medida que o fluxo de investimento estrangeiro diminuiu, a atividade em derivativos desacelerou e os fundos locais continuaram a enfrentar desafios em desempenho e captação.
No contexto atual, o BTG Pactual é apontado como a principal escolha (top pick) do banco no setor, destacando-se pela visibilidade dos lucros e pela diversificação das operações da instituição.
O Itaú BBA possui recomendação de compra para os papéis BPAC11, com um preço-alvo de R$ 63 até o final de 2026, o que indica um potencial de valorização de 16,2% em comparação ao preço de fechamento do dia anterior (21).
Os analistas também mantêm uma perspectiva positiva em relação à B3, embora com um impulso menor do que no início do ano. A recomendação para os papéis B3SA3 é de compra, com um preço-alvo de R$ 22 para dezembro, representando um potencial de valorização de 29,3% em relação ao preço de fechamento registrado na véspera.
Fonte: www.moneytimes.com.br
