A incerteza relativa ao conflito no Irã permanece sob a vigilância dos mercados internacionais, mas o Ibovespa (IBOV) inicia o dia com um desempenho positivo.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal indicador da bolsa brasileira registrava uma alta de 1,46%, alcançando 185.782,22 pontos.
O dólar à vista, por sua vez, apresenta uma queda em relação ao real, acompanhando a performance da moeda nos mercados internacionais. No mesmo horário, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,2164 (-0,93%).
Mais cedo, o DXY, um índice que compara o dólar com uma cesta de seis divisas globais, recuperou o patamar de 98 pontos.
5 questões essenciais para investidores no Ibovespa nesta quarta-feira (4)
1 – Negociações entre EUA e Irã
Representantes do Ministério da Inteligência do Irã expressaram disposição para dialogar com a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre a possibilidade de encerrar o conflito, conforme informado pelo New York Times nesta quarta-feira, com base em relatos de autoridades que pediram para permanecer anônimas.
A proposta de negociação foi divulgada por meio da agência de espionagem de um país não identificado, conforme reportado pelo NYT, citando fontes do Oriente Médio e de outra nação ocidental. A Casa Branca e a CIA ainda não emitiram respostas sobre esses relatos.
Entretanto, autoridades em Washington estão céticas quanto à disposição do Irã ou do governo de Donald Trump em buscar uma “saída”, pelo menos no curto prazo.
2 – Alívio no humor dos mercados
A notícia sobre a tentativa de contato entre os agentes da inteligência iraniana e a CIA trouxe um certo alívio aos mercados nesta manhã, resultando na recuperação das bolsas europeias e na redução das perdas nas operações futuras de Wall Street.
Além disso, na terça-feira (3), o presidente dos EUA, Donald Trump, tomou iniciativa para controlar a escalada de tensão, afirmando que os Estados Unidos irão garantir seguros e oferecer escoltas navais para assegurar a passagem de petroleiros e outras embarcações pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o escoamento de petróleo bruto sob a influência do Irã.
Trump também mencionou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (IDFC) disponibilizaria seguros “a um preço muito razoável” para assegurar o fluxo de energia e outros bens na região do Golfo.
Ele ainda destacou que, “caso necessário, a Marinha dos EUA iniciará a escolta de petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível”.
3 – Preços do petróleo em queda
Os valores do petróleo apresentaram uma desaceleração nesta manhã após a divulgação da reportagem do New York Times sobre os contatos entre agentes da inteligência iraniana e a CIA. A commodity está sendo negociada a cerca de US$ 82 por barril.
Desde o início da semana, o petróleo acumulou um aumento superior a 13%, impulsionado pela intensificação do conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica, que é a principal rota global para o escoamento de petróleo bruto.
Aproximadamente às 10h20 (horário de Brasília), o preço do Brent recuava 0,33%, cotado a US$ 81,13 na International Exchange (ICE) em Londres. O petróleo West Texas Intermediate (WTI), por sua vez, registrava uma queda de 0,79%, chegando a R$ 73,97 no mercado dos Estados Unidos, no mesmo horário.
4 – Divulgação do Livro Bege do Fed
Às 16h, o Federal Reserve divulgará o Livro Bege, um documento que é publicado oito vezes por ano e que apresenta um resumo do cenário econômico dos 12 distritos dos Estados Unidos.
Esse documento é considerado relevante, já que funciona como um “raio-x” da economia norte-americana, ajudando a prever e entender decisões importantes relacionadas à política monetária no país.
Atualmente, o mercado considera a possibilidade de um corte nas taxas de juros dos EUA a partir de julho. Entretanto, essa expectativa tem se mostrado instável devido à crescente tensão geopolítica.
5 – Dados econômicos dos EUA
Os investidores também estão atentos aos dados relativos à criação de empregos no setor privado dos Estados Unidos, referentes ao mês de fevereiro, que serão divulgados pela ADP. Os dados indicam que foram geradas 63 mil novas vagas durante o mês passado, superando a mediana das expectativas da FactSet, que previa 50 mil novas contratações.
Vale destacar que os números de janeiro sofreram uma revisão para baixo, de 22 mil para 11 mil novos postos de trabalho.
Fonte: www.moneytimes.com.br