Mercado Financeiro: Movimentos e Expectativas
À espera das decisões sobre a taxa de juros na chamada “Super Quarta”, o Ibovespa (IBOV) apresenta um avanço, impulsionado pelos preços do petróleo na manhã de hoje.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,42%, registrando 170.363,91 pontos.
O dólar à vista apresenta uma queda em relação ao real, em uma tendência que contrasta com o desempenho da moeda em mercados externos. No mesmo horário, a cotação do dólar estava em R$ 5,0741 (-0,25%). Em contraste, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, apresentava uma ligeira alta de 0,06%, aos 99.600 pontos.
Informações Relevantes para Investidores nesta Quarta-feira
1 – IBC-Br
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou um crescimento de 0,51% em abril, na comparação com março, considerando a série com ajuste sazonal. Essa informação foi divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira. O resultado de abril ficou inferior à mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que previa uma alta de 0,60%. As expectativas do mercado, predominantemente otimistas, variavam entre 0,10% e 0,90%.
Todas as verticais do IBC-Br apresentaram aumentos na margem em abril. O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos desse setor, subiu 0,37%, após uma queda de 0,60% no mês anterior (revisado de -0,93%). O indicador específico da agropecuária avançou 0,04%, após um recuo de 0,14% (revisado de -0,21%) no mês anterior.
O índice de serviços também subiu 0,27%, após retroceder 0,54% (revisado de -0,79%) no mês anterior. O índice da indústria aumentou 0,36%, após alta de 0,14% (revisado de -0,23%) em março. Por fim, o índice de impostos – que pode ser considerado equivalente à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – subiu 0,26%, depois de um aumento de apenas 0,03% (revisado de -0,21%) no mês anterior.
2 – Super Quarta
Durante a tarde, a atenção dos investidores se concentrará na decisão de política monetária do Federal Reserve, que será divulgada às 15h (horário de Brasília). As expectativas são de que o banco central dos Estados Unidos mantenha a taxa de juros inalterada.
No Brasil, a decisão do Banco Central deve ser anunciada por volta das 18h30 (horário de Brasília). A maioria dos analistas prevê um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que ficaria em 14,25% ao ano.
3 – Kevin Warsh
O novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, que foi designado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, proferirá seu primeiro discurso sobre a decisão de políticas monetárias em meio a um cenário desafiador no que diz respeito à inflação.
Anteriormente, Warsh expressou sua aversão a orientações futuras sobre políticas monetárias em geral. Dados recentes provocaram declarações de diversas autoridades do Fed, que enfatizam que é momento de remover o “viés de afrouxamento”, em favor de uma postura mais neutra, permitindo a possibilidade de que aumentos nas taxas de juros possam ser necessários no futuro.
4 – Petróleo em Ligeira Alta
Os preços do petróleo voltaram a operar em alta após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo com o Irã para a suspensão das hostilidades não é definitivo.
Por volta de 10h15 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, que é a referência para o mercado internacional, para entrega em julho, subiam 0,72%, atingindo US$ 79,68 o barril, negociados na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Simultaneamente, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), também para julho, apresentavam um aumento de 0,53%, cotados a US$ 76,58 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.
5 – Acordo entre EUA e Irã
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que um acordo preliminar com o Irã não é definitivo e que ele pode reinstaurar a campanha de bombardeios caso não fique satisfeito com o andamento do acordo ou se o governo iraniano não se comportar conforme esperado.
“É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a disparar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, certo?”, ressaltou Trump durante a cúpula do G7 realizada na França.
Trump enfatizou que o memorando de entendimento com o Irã não prevê o alívio imediato das sanções impostas ao país, acrescentando que esse assunto será discutido em um futuro próximo.
O presidente elogiou o acordo preliminar negociado por sua administração, afirmando: “É um acordo muito forte. Ninguém sabe exatamente o que é, mas é muito forte, e a maioria das pessoas parece estar muito satisfeita.”
Fonte: www.moneytimes.com.br