Ibovespa volta a atingir a marca histórica de 158 mil pontos em sintonia com Wall Street; confira a situação dos mercados nesta quarta-feira (26)

Ibovespa volta a atingir a marca histórica de 158 mil pontos em sintonia com Wall Street; confira a situação dos mercados nesta quarta-feira (26)

by Ricardo Almeida
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Ibovespa em alta

O Ibovespa (IBOV) registrou um aumento de mais de 2 mil pontos durante a sessão desta quarta-feira (26), impulsionado pelo apetite dos investidores frente às expectativas de um novo corte nas juros nos Estados Unidos, além das recentes declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o panorama fiscal no Brasil.

Por volta das 17h (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 1,80%, alcançando 158.713,52 pontos, estabelecendo um novo recorde intradia nominal histórico. O valor máximo anterior foi registrado no dia 11, quando o Ibovespa atingiu 158.467,21 pontos.

O desempenho do mercado local respondeu positivamente a novas afirmações de Haddad. Em entrevista concedida à GloboNews, o ministro declarou que a pasta “fez questão de não fazer excepcionalidade no arcabouço em relação aos Correios”. Ele também mencionou ter sido informado “muito recentemente” sobre a situação real dos Correios, que enfrenta um déficit bilionário, e expressou confiança de que a atual diretoria da estatal apresentará um plano viável.

“O que nós falamos é o seguinte: qualquer solução para esse caso vai passar necessariamente por um plano de reestruturação. Não há como o Tesouro Nacional pensar em algo que não passe por um plano de reestruturação aprovado pelo Tesouro Nacional, que é de quem se pede o aval justamente para conseguir viabilizar financeiramente esse plano,” acrescentou o ministro.

Novas medidas fiscais

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) da Pessoa Física para indivíduos que ganham até R$ 5 mil por mês. A nova legislação estabelece também descontos para rendas que chegam até R$ 7.350 mensais e introduz uma taxação para rendas altas, a partir de R$ 600 mil por ano.

De acordo com o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, essa medida resultará em um ganho de R$ 1,9 bilhão.

Dados econômicos e inflação

Os dados econômicos atuais estão em segundo plano. Destaca-se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação. O índice subiu 0,20% em novembro, depois de um avanço de 0,18% no mês anterior. O consenso do mercado previa um novo aumento de 0,18% mensal.

No acumulado do ano, a prévia da inflação avançou 4,15%, enquanto, em doze meses, o aumento foi de 4,50% – sendo ambos os resultados dentro da faixa de tolerância anual e no limite do horizonte de tempo mais amplo.

Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, avaliou que a surpresa altista ocorreu principalmente devido à forte pressão das passagens aéreas. Por outro lado, Rodrigo Marques, gestor e economista-chefe da Nest Asset Management, considerou que o IPCA-15 ficou ligeiramente acima do consenso, em razão de fatores que são independentes do hiato do produto e pouco relevantes para a condução da política monetária.

Movimentação do dólar

O dólar opera em leve queda em relação a outras moedas globais, como o euro e a libra, devido à confirmação das expectativas de um novo corte nos juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central dos EUA.

Conforme a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado atribui uma probabilidade de 82,9% ao BC norte-americano reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na próxima reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc), em 10 de dezembro. A chance de manutenção da taxa atual está em 17,1%.

Por volta de 15h40, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,03%, operando em torno dos 99 pontos.

No que diz respeito à comparação com o real, o dólar também perdeu força. Na mesma faixa horária, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,3391 (-0,70%).

Em um panorama geral, quanto mais o Fed cortar os juros, menores serão as atratividades do dólar, que se torna menos competitivo à medida que os rendimentos dos Treasuries caem, promovendo um aumento do apetite por risco em outros mercados que oferecem juros mais elevados, como o Brasil.

Mercados em Wall Street

Os índices de Wall Street iniciaram a terceira alta consecutiva. Além da expectativa em relação à trajetória dos juros, os investidores estão ajustando suas posições na véspera do Dia de Ação de Graças.

Por volta das 15h40 (horário de Brasília), o S&P 500 apresentava uma alta de 0,75%, alcançando 6.815,19 pontos; o Dow Jones subia 0,76%, atingindo 47.471,17 pontos, enquanto o Nasdaq avançava 0,81%, chegando a 23.213,21 pontos.

Os mercados norte-americanos estarão fechados nesta quinta-feira (27) e retomarão as negociações na sexta-feira (27), em um horário reduzido.

Desempenho na Ásia e Europa

No continente asiático, os índices encerraram o pregão em alta, impulsionados pela continuidade do afrouxamento monetário nos Estados Unidos. Dentre os principais índices asiáticos, o Nikkei, do Japão, fechou em um nível recorde, aos 49.559,07 pontos, com um aumento de 1,85%.

Esse movimento de ganhos pode ser atribuído a novas declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi, que mencionou a possibilidade de o Japão enfrentar um “momento Truss” no estilo britânico, o que se refere à perda de confiança do mercado em relação à sua política fiscal expansionista.

Takaichi também afirmou ao Parlamento que o governo está pronto para tomar medidas contra flutuações especulativas do iene ou movimentos voláteis nas taxas de juros de longo prazo.

Na Europa, os mercados permaneceram atentos ao Orçamento de Outono do Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com alta de 1,09%, atingindo 574,21 pontos.

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Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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