IGP-10 registra queda de 0,42% em fevereiro, impactado pela desvalorização das commodities e pressões em educação e combustíveis.

IGP-10 registra queda de 0,42% em fevereiro, impactado pela desvalorização das commodities e pressões em educação e combustíveis.

by Fernanda Lima
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Índice Geral de Preços – 10 em Queda

O Índice Geral de Preços – 10 apresentou uma queda de 0,42% no mês de fevereiro, revertendo o incremento anterior de 0,29% registrado em janeiro. Segundo dados divulgados na sexta-feira, 13 de fevereiro, o índice acumula uma redução de 0,13% no ano e uma diminuição de 2,25% nos últimos 12 meses. Em fevereiro de 2025, o índice havia registrado uma alta de 0,87%, com um aumento acumulado de 8,35% neste mesmo período.

Movimentos dos Preços

A queda foi liderada pela diminuição dos preços no atacado, especialmente em commodities agrícolas e minerais. Matheus Dias, economista do FGV IBRE, destacou que a redução do IPA foi impulsionada, principalmente, pelo comportamento das Matérias-Primas Brutas, cuja taxa caiu de 0,48% para -2,20%. Essa queda foi influenciada de forma significativa pelo recuo de commodities importantes, como a soja em grão e o minério de ferro. No setor agropecuário, a desaceleração nos preços também se destacou, com atenção especial para a cana-de-açúcar e o leite in natura. Apesar do movimento geral de baixa nos preços ao produtor, alguns itens continuaram a mostrar pressão de alta, como bovinos, ovos e feijão, que apresentaram acelerações marcantes no mês.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou de 0,39% para 0,50%. Essa alta foi refletida, principalmente, pelos reajustes sazonais registrados no grupo Educação, que são típicos do início do ano letivo. Além disso, os setores de Transportes e Habitação também impulsionaram essa elevação, em parte devido ao aumento nos preços da gasolina e das taxas de condomínio residencial.

Detalhes do IPA-10

No detalhamento do IPA-10, a deflação alcançou -0,80% em fevereiro, interrompendo a alta de 0,24% verificada em janeiro. O grupo Bens Finais reduziu a velocidade da queda, com o índice passando de -0,26% para -0,05%. Já o indicador de Bens Finais, ao excluir alimentos in natura e combustíveis, apresentava uma mudança de -0,24% para 0,06%. Em relação aos Bens Intermediários, houve uma aceleração da alta para 0,51%, com o núcleo desse grupo avançando 0,61%. O grande destaque ficou para as Matérias-Primas Brutas, que apresentaram uma mudança significativa, passando de uma alta de 0,48% para uma queda de 2,20%.

Cenário no Varejo

No varejo, o IPC avançou para 0,50%, superando os 0,39% registrados em janeiro. Cinco das oito classes de despesa apresentaram aceleração, com ênfase maior em Transportes e Habitação. Os setores de Educação, Leitura e Recreação também mostraram crescimento, refletindo reajustes típicos do início do ano letivo. Por outro lado, o segmento de Vestuário entrou em um período de deflação, enquanto o setor de Alimentação reduziu sua intensidade de crescimento. A Comunicação, por sua vez, permaneceu estável pelo segundo mês consecutivo.

Resultados do INCC

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) registrou uma alta de 0,47%, mantendo a mesma taxa observada em janeiro. Nesse indicador, as categorias de Materiais e Equipamentos, assim como Serviços, ganharam tração. Por outro lado, a variação da Mão de Obra desacelerou, mas ainda apresentou uma variação positiva de 0,66%.

(fgv)

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Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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