Vendas no Varejo Brasileiro Caem 0,4% em Dezembro, segundo IBGE

Vendas no Varejo Brasileiro Caem 0,4% em Dezembro, segundo IBGE

by Fernanda Lima
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Vendas no Varejo Brasileiro em Dezembro

As vendas no varejo brasileiro apresentaram uma queda de 0,4% em dezembro de 2025 em comparação com o mês anterior, contudo, houve um aumento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira, dia 13.

Desempenho Geral de 2025

No Brasil, o índice de vendas no varejo encerrou o ano de 2025 com um crescimento acumulado de 1,6%. Entretanto, esse percentual revela uma forte perda de força em relação ao crescimento do ano anterior, que foi de 4,1%. O mês de dezembro, por sua vez, marcou a maior queda anual registrada.

A previsão, de acordo com uma pesquisa realizada pela Reuters, indicava uma expectativa de queda de 0,20% na comparação mensal, além de um avanço de 2,50% ano contra ano.

Comparativo com Anos Anteriores

O resultado acumulado de 2025 ficou significativamente abaixo do aumento excepcional de 4,1% observado em 2024, retornando a níveis de crescimento mais modestos, semelhantes aos dos anos anteriores. A política monetária restritiva implementada no ano passado teve impacto considerável na economia, embora o fortalecimento do mercado de trabalho e o aumento da renda tenham contribuído para um desempenho razoável nas vendas do varejo. Apesar disso, os resultados do setor foram caracterizados por uma tendência mais fraca ao longo da maior parte de 2025, com seis quedas mensais.

Segmentos Mais Afetados

Os segmentos do varejo mais vulneráveis às condições de crédito, incluindo os setores de veículos, móveis e eletrodomésticos, sentiram de maneira mais intensa os efeitos da taxa Selic elevada. Em dezembro passado, o Banco Central optou por manter a taxa básica de juros em 15%, mas ao mesmo tempo indicou a possibilidade de início de um ciclo de redução a partir de março.

Análise por Setores

O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, ressaltou que "o crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído", destacando setores específicos que se destacaram positivamente. Os principais impulsionadores desse crescimento foram, entre outros, o setor farmacêutico, que avançou 4,5%, e o de móveis e eletrodomésticos, que também registrou crescimento de 4,5%. Outros segmentos, como equipamentos para escritório, informática e comunicação, aumentaram em 4,1%, sendo este último fortemente impactado pela desvalorização do dólar em relação ao real, o que favoreceu a comercialização de eletrônicos importados, como celulares e laptops.

Desempenho em Dezembro

Em dezembro, entre as oito atividades avaliadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, seis tiveram resultados negativos em comparação com novembro. Os setores que se destacaram pela queda foram: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,1%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%).

As únicas variações positivas foram observadas nos segmentos de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,0%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%).

Comércio Varejista Ampliado

No âmbito do comércio varejista ampliado, que inclui também os setores de veículos, motos, partes e peças; materiais de construção; e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve uma queda de 1,2% nas vendas em dezembro em relação ao mês anterior.

Ao se considerar o acumulado de 2025, o varejo ampliado fechou com um ganho modesto de 0,1%, especialmente após a expansão de 3,7% que foi registrada em 2024.

O gerente da pesquisa, Santos, destacou que "isso se deve às perdas de setores importantes, como o de revenda de veículos, motos, partes e peças e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que enfrentou quedas na distribuição de cereais e leguminosas, produtos que normalmente são ofertados nos Ceasas."

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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