Impacto da Guerra nas Montadoras: Anfavea Ignora Cronograma e Valor das Mudanças.

Monitoramento dos Conflitos no Oriente Médio

A direção da Anfavea, entidade que representa as montadoras de veículos no Brasil, observa com atenção o aumento das tensões no Oriente Médio. Apesar dessa preocupação, a entidade ainda não tem uma avaliação precisa sobre o impacto potencial nos custos e no abastecimento de peças nos processos produtivos das fábricas.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, comentou sobre a situação: “A resposta mais simples é: sim, pode nos afetar, não só pelo preço do petróleo e pela disparada do dólar, o que afeta as importações de componentes, mas também pelos custos logísticos de partes e peças que necessitamos”, declarou durante a apresentação dos resultados do setor em fevereiro.

Além dos custos com materiais e frete, o setor produtivo expressa preocupações quanto aos atrasos no fornecimento de peças. Esses atrasos podem ser fruto de obstruções nas rotas de transporte marítimo, que dependem de regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez.

Calvet acrescentou que a Anfavea ainda não recebeu relatos de interrupções no fornecimento. “Estamos monitorando a situação, mas não temos clareza sobre quando ou quanto isso pode impactar nosso setor, especialmente em relação aos caminhões”, finalizou o executivo.

Desempenho dos Preços de Veículos Usados

Os preços dos automóveis leves usados apresentaram desaceleração em fevereiro no Brasil. O IBV Auto, índice produzido pelo banco BV, registrou uma alta de 0,55% no segundo mês do ano de 2026, após uma variação de 0,90% em janeiro. Em janeiro, houve um pico histórico, com a maior variação mensal em seis anos.

No entanto, ao se considerar o acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, o índice avançou 6,60%. Esse é o nível mais elevado observável nessa métrica desde março de 2023, conforme indicou um relatório previamente divulgado ao sistema de notícias em tempo real Broadcast, do Grupo Estado.

Roberto Padovani, economista-chefe do BV, destacou que o indicador sugere uma alta persistente, indicando força, resiliência e um possível reaquecimento da economia nacional. Mesmo com uma inflação de automóveis em fevereiro mais branda em comparação com o mês anterior, a taxa acumulada em 12 meses reforça a avaliação de um cenário de clara expansão econômica.

“Além da alta da inflação de automóveis usados, é notável o ritmo de aceleração, visto que o indicador até dezembro era de 5,31%”, ressaltou Padovani. Ele também alertou que, se outros indicadores de atividade no Brasil confirmarem um quadro de reaquecimento econômico, isso exigirá atenção por parte do Banco Central.

Expectativa para a Taxa Selic

Esse monitoramento deve ocorrer em um momento em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central está prestes a iniciar um ciclo de queda na taxa Selic. Atualmente, a taxa está fixada em 15,00% ao ano, e a expectativa no mercado é de que sua redução comece neste mês.

Conforme o Índice BV Auto, o veículo que mais contribuiu para a alta dos preços em fevereiro foi o Chevrolet Onix, com uma variação de 2,06%. Em contrapartida, o modelo que mais apresentou queda significativa foi a Hilux SW4, que registrou um recuo de 3,30%.

Comportamento do Mercado fora da Sazonalidade

Os dados do IBV Auto referentes ao primeiro bimestre de 2026 apresentam desempenho em desacordo com a sazonalidade, já que, tradicionalmente, as vendas de veículos usados costumam ser mais moderadas nesse período devido aos juros elevados.

Outra questão relevante é que, em um contexto em que os preços dos automóveis novos estão elevados, espera-se que parte dos consumidores opte pelo mercado de usados, o que contribui para dinamizar esse segmento. A maior alta de preços registrada em fevereiro desde 2022, aliada ao crescimento em janeiro, reforça a ideia de um mercado de veículos usados aquecido no início do ano.

Variação Regional dos Preços

Quando analisamos as variações por regiões, o Centro-Oeste se destacou ao apresentar a maior inflação de veículos usados entre janeiro e fevereiro, com uma alta de 0,77%. Essa elevação foi majoritariamente influenciada pelos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O IBV Auto registrou avanços generalizados em fevereiro em relação a janeiro de 2026 nas diversas unidades da Federação do Brasil. Um destaque importante foi a alta de 1,19% observada no estado do Amazonas, enquanto a menor variação foi notificada em Rondônia, com um aumento de apenas 0,06%.

Em relação ao acumulado de 12 meses até fevereiro deste ano, as três maiores variações foram observadas em Rondônia (7,67%), Amazonas (7,63%) e Tocantins (7,49%). Por outro lado, a menor variação ocorreu no Espírito Santo, que apresentou um aumento de 4,46% (com 0,21% na margem).

Fonte: www.moneytimes.com.br

Related posts

Ex-presidente do BRB muda estratégia e contrata advogado com experiência em delações premiadas

Dividendo MSBR34: Morgan Stanley projeta R$ 0,66 líquido por BDR

Light (LIGT3) nomeia novo CEO e diretor de Relações com Investidores

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais