Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S)
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou uma alta de 0,07% na terceira quadrissemana de julho de 2026, o que sugere uma desaceleração na inflação durante o período analisado. Apesar desse aumento no índice, a variação acumulada nos últimos 12 meses permanece em 4,00%, indicando que a inflação ainda se encontra em um nível significativo para famílias, investidores e profissionais da política econômica.
Fatores Contribuintes para a Desaceleração
O principal elemento que influenciou os resultados foi a movimentação do grupo Alimentação, que acentuou sua tendência de queda. A taxa de variação para este grupo variou de -0,33% na segunda quadrissemana de julho de 2026 para -0,73% na terceira quadrissemana do mesmo mês. Essa mudança fez com que a Alimentação se tornasse a principal responsável pela desaceleração do IPC-S nesta divulgação.
Reduções em Outras Classes de Despesa
Além do grupo Alimentação, outras cinco categorias de despesa também demonstraram quedas em suas taxas de variação. As Despesas Diversas, por exemplo, passaram de 0,38% para -0,01%. No setor de Transportes, a desaceleração foi de 0,14% para 0,07%. O grupo Vestuário, por sua vez, viu uma ampliação na sua queda, passando de -0,80% para -1,03%. Já os índices de Saúde e Cuidados Pessoais recuaram de 0,28% para 0,18%, e Habitação apresentou uma leve desaceleração, de 0,36% para 0,35%.
Acelerações Opostas
Na contramão das quedas, duas categorias apresentaram acelerações. O grupo de Comunicação, por exemplo, viu sua taxa aumentar de 1,73% para 1,92%. Também houve um avanço em Educação, Leitura e Recreação, que variou de 0,69% para 0,78%. Essas variações amenizam, em certa medida, o efeito desinflacionário observado nos outros grupos de despesas.
(fgv)
Fonte: br.-.com