IPC-S registra desaceleração para 0,23% na terceira quadrissemana de fevereiro, com destaque para a queda na educação.

Índice de Preços ao Consumidor – Semanal

O IPC-S referente à terceira quadrissemana de fevereiro de 2026 apresentou um aumento de 0,23%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula uma alta de 3,61%. Estes resultados sugerem que a inflação continua pressionada ao longo do período anual, embora haja indícios de arrefecimento em segmentos significativos da cesta de consumo.

Desempenho das Classes de Despesas

Nesta coleta de dados, observou-se que quatro das oito classes de despesa que compõem o índice mostraram uma queda em suas taxas de variação. O grupo que mais contribuiu para o resultado do IPC-S foi o de Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa de variação diminuiu de 1,58% na segunda quadrissemana de fevereiro de 2026 para 0,33% na terceira quadrissemana de fevereiro de 2026.

Variações em Outros Grupos

Além de Educação, outros grupos também apresentaram redução em suas taxas de variação. O grupo de Transportes sofreu uma queda de 0,76% para 0,34%, enquanto o grupo de Alimentação caiu de 0,34% para 0,13%. O grupo de Habitação também registrou uma diminuição, passando de 0,39% para 0,34%.

Aumento nas Taxas de Variação

Por outro lado, alguns grupos experimentaram um aumento em suas taxas de variação. Entre esses, destaca-se o grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu de 0,09% para 0,17%. O grupo de Vestuário também apresentou um aumento, mudando de -0,78% para -0,49%. Outras categorias que tiveram alta em suas taxas incluem Despesas Diversas, que foi de 0,33% para 0,37%, e Comunicação, que variou de 0,01% para 0,02%.

Impactos no Mercado Financeiro

A desaceleração notada, especialmente nos grupos de Educação, Transportes e Alimentação, será observada com atenção pela comunidade financeira. Uma inflação atualmente menos intensa pode afetar as expectativas relacionadas à política monetária. Essa condição poderá gerar reflexos na curva de juros futuros operada na bolsa de valores, como no contrato futuro de juros (BMF:DI1FUT | BMF:WINFUT). No campo cambial, variações mais moderadas de preços podem reduzir parte da pressão sobre a paridade entre o Dólar Americano e o Real Brasileiro (FX:USDBRL). O mercado de ações, por sua vez, tende a reagir principalmente às indicações sobre juros e atividades econômicas.

(Fonte: FGV)

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Fonte: br.-.com

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