IPCA-15 Registra Alta em Março
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou um aumento de 0,44% em março. Esse resultado representa uma desaceleração significativa em comparação à alta de 0,84% observada em fevereiro. As expectativas do mercado, no entanto, indicavam uma elevação de apenas 0,29% para este mês.
Acumulados do IPCA-15
No acumulado do primeiro trimestre, o IPCA-E obteve um crescimento de 1,49%, inferior ao índice de 1,99% verificado no mesmo período do ano anterior. Considerando o horizonte de doze meses, o índice acumula uma variação de 3,90%, sendo inferior aos 4,10% registrados anteriormente e também abaixo dos 0,64% contabilizados em março do ano passado.
Comportamento da Inflação
Apesar da queda na taxa de crescimento, a inflação mantém uma característica de abrangência, refletindo elevações em todos os nove grupos analisados. O grupo de Alimentação e Bebidas se destacou, com um aumento de 0,88%, o que representou 0,19 ponto percentual do índice global. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio apresentou um aumento significativo, passando de 0,09% para 1,10%, sendo influenciada por itens como açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). Por outro lado, alguns produtos como café moído (-1,76%) e frutas (-1,31%) contribuíram para a contenção de parte dessa pressão inflacionária.
Alimentação Fora do Domicílio
A alimentação fora do domicílio mostrou uma leve desaceleração, com um aumento de 0,35%. Essa variação indica um menor ritmo no crescimento dos preços das refeições, apesar de os lanches terem apresentado um aumento acelerado.
Grupos com Maior Impacto na Inflação
No setor de Despesas Pessoais, a alta foi de 0,82%, impulsionada principalmente pelos serviços bancários, que aumentaram em 2,12%, e pelo custo com empregado doméstico, que subiu 0,59%. A área de Saúde e Cuidados Pessoais também apresentou um crescimento, avançando 0,36%, destacando-se pelos aumentos nos planos de saúde e itens de higiene pessoal.
Habitação e Transportes
No segmento de Habitação, a inflação ganhou força, passando de 0,06% para 0,24%, em grande parte devido aos reajustes nas tarifas de energia elétrica no estado do Rio de Janeiro. As tarifas de água e esgoto também foram fatores que contribuíram para esse avanço, enquanto o preço do gás encanado teve uma queda, ajudando a amenizar a pressão sobre o grupo. Na categoria de Transportes, a alta foi de 0,21%, impulsionada principalmente pelas passagens aéreas, que aumentaram em 5,94%, sendo este o principal impacto individual do mês. Entretanto, os combustíveis apresentaram uma leve queda, de 0,03%, com reduções nos preços da gasolina, etanol e gás veicular.
Variações Regionais
Analisando os dados regionais, Recife registrou a maior variação de 0,82%, pressionada pelos preços de alimentos e combustíveis. Por outro lado, Curitiba foi a única região que apresentou deflação, com uma variação de -0,06%, refletindo quedas em itens como frutas e gasolina.
(IBGE)
Fonte: br.-.com