Ameaça ao Transporte Marítimo no Estreito de Ormuz
Um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã alertou que Teerã planeja atacar o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, além de ameaçar a infraestrutura de petróleo no Oriente Médio, com o intuito de interromper as exportações. Essa informação foi divulgada pela agência de notícias Iran International, com sede em Londres.
“Qualquer navio que tentar atravessar o Estreito de Ormuz será incendiado”, declarou o brigadeiro-general Ebrahim Jabbari em pronunciamentos feitos pela mídia iraniana nesta segunda-feira, 2. “Além disso, atacaremos oleodutos e não permitiremos que uma única gota de petróleo saia da região”, completou. Jabbari, por fim, mencionou que “os preços do petróleo chegarão a US$ 200 nos próximos dias”.
O Estreito de Ormuz, localizado entre a Península Arábica e o Irã, é um ponto crucial para o comércio global, especialmente para o transporte de petróleo. Essa via conecta importantes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, e é responsável por cerca de 20% do fluxo mundial dessa commodity.
Escalada do Conflito
Nesta segunda-feira, os Estados Unidos demonstraram sinais de que pretendem aumentar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. O presidente Donald Trump, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, indicou que uma série de ataques significativos contra Teerã está prestes a ocorrer. Em uma entrevista ao jornal New York Post, Trump ressaltou que não hesitará em enviar tropas ao Irã.
No Pentágono, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, juntamente com o general Dan Caine, que é o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, foi enfático ao afirmar que o número de caças envolvidos na Operação Fúria Épica será aumentado.
O conflito alastrou-se para outros países da região, a partir de uma troca de ataques entre Israel e a milícia xiita Hezbollah, que é aliada de Teerã. O Irã também executou bombardeios com drones direcionados a alvos em várias nações, incluindo Kuwait, Catar e Arábia Saudita.
Em uma coletiva de imprensa, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que a nação não buscará negociações com os Estados Unidos. “Essa era a nossa oportunidade de atacar, e é isso que estamos fazendo agora. Esse regime maligno e doente será confrontado. Vamos destruir a capacidade de mísseis do Irã”, declarou Trump durante uma cerimônia que homenageou os quatro soldados americanos que perderam a vida no conflito.
Objetivos dos Estados Unidos
No Pentágono, Hegseth afirmou que os objetivos militares dos Estados Unidos incluem desmantelar a capacidade do Irã de realizar ataques balísticos e navais contra Israel e ativos americanos localizados no Oriente Médio. Ademais, um dos focos é eliminar definitivamente o programa nuclear iraniano, um objetivo que já havia sido tentado em ações anteriores, quando os EUA e Israel realizaram ataques aéreos contra instalações nucleares no Irã.
Duração do Conflito
Durante a coletiva, o presidente classificou o Irã como “o principal patrocinador do terrorismo no mundo”. Trump afirmou que, embora a previsão inicial fosse de que a guerra durasse de quatro a cinco semanas, as tropas estão prontas para atuar por períodos mais longos, caso necessário. Ele mencionou que o planejamento previa um prazo de até quatro semanas para eliminar a liderança militar iraniana, mas que esse objetivo foi alcançado rapidamente, “em apenas uma hora”.
Trump assegurou que os EUA levarão “o tempo necessário” para finalizar o conflito, embora tenha afirmado que as forças americanas “facilmente vencerão a guerra”.
Ainda mais Ataques por Vir
Antes de sua cerimônia, em uma conversa telefônica de nove minutos com o apresentador Jake Tapper, da CNN, Trump afirmou que os EUA estão “dando uma surra” no Irã. Ele acrescentou que “ainda nem começamos a atacá-los com a intensidade devida. A grande onda ainda não chegou. A grande onda está a caminho”, declarou.
O presidente também mencionou que as Forças Armadas americanas são as melhores do mundo e que sua utilização está em andamento. Trump destacou que os EUA tomarão medidas para auxiliar o povo iraniano a retomar o controle de seu país, porém recomendou que, neste momento, todos permaneçam em casa. “Não é seguro lá fora”, enfatizou.
Por fim, Trump comentou sobre a “maior surpresa” desde o início do conflito, que ocorreu no último sábado, 28. Segundo ele, essa surpresa se deu em relação aos ataques do Irã a países árabes da região, incluindo Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. “Ficamos surpresos”, afirmou Trump. “Dissemos a eles: ‘Nós resolvemos isso’, e agora eles querem brigar. E estão brigando agressivamente. Eles iam se envolver pouco, e agora insistem em uma ação mais contundente.”
Fonte: www.moneytimes.com.br

