Irã solicita controle das entradas e supervisão das saídas no Estreito de Ormuz, afirma fonte.

Irã solicita controle das entradas e supervisão das saídas no Estreito de Ormuz, afirma fonte.

by Ricardo Almeida
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Controle do Tráfego Marítimo no Estreito de Ormuz

O Irã está buscando um controle sobre o tráfego marítimo que ingressa pelo Estreito de Ormuz, além de visibilidade acerca do tráfego que deixa o país. O objetivo é assegurar a possibilidade de intervenção, conforme um plano que está sendo negociado com Omã para reabrir essa via navegável estratégica. Essa informação foi fornecida por uma fonte de alto escalão iraniana à Reuters nesta terça-feira, dia 4.

Detalhes da Negociação

Segundo a fonte, que participa das conversações, a proposta em discussão consiste na ideia geral de que a rota de saída do tráfego marítimo seguiria um caminho que passaria entre o Irã e Omã. A autorização para a saída seria concedida por Omã, desde que o Irã fosse previamente notificado.

A fonte também destacou que é "improvável que Teerã mude sua posição" a respeito do plano apresentado.

Rejeição de Proposta de Divisão de Rotas

No final de julho, Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que o país havia rejeitado uma proposta vinda de Omã que previa uma divisão equilibrada das rotas de trânsito entre os dois países. A justificativa apresentada por Gharibabadi foi de que tal proposta não atendia às considerações de segurança de Teerã, especialmente até que uma estabilidade regional de longo prazo fosse alcançada.

Importância Estrutural do Estreito de Ormuz

A importância do controle sobre o Estreito de Ormuz reside no fato de que essa é uma estreita via navegável que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Atualmente, essa rota é responsável por cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo, além de outros bens vitais. Assim, o controle sobre essa área tem se configurado como um dos principais pontos de discórdia nos esforços para resolver o conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.

Desde o início da guerra, que começou no final de fevereiro, a região tem estado praticamente bloqueada, levando a uma exacerbação das tensões entre as partes envolvidas na disputa.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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