Vivara apresenta resultados promissores
Vivara (VIVA3) tem acumulado uma alta superior a 45% desde o início de 2024. De acordo com as projeções do Itaú BBA, a ação pode ainda registrar um aumento de 32,9% até o final de 2026, tendo fechado na última sexta-feira (10) a R$ 27,08.
O Itaú BBA confirmou sua recomendação de compra para as ações VIVA3, estabelecendo um preço-alvo de R$ 36. O analista Rodrigo Gastim, em relatório, comentando sobre a situação atual, mencionou que, apesar da recente valorização que quase eliminou a diferença de avaliação em relação a outras empresas do setor, ainda existe potencial de crescimento devido a novas revisões em suas estimativas e a continuidade do momentum positivo.
Conforme a análise do banco, a partir de agora, o desempenho das ações da Vivara estará diretamente vinculado à habilidade da empresa em manter a performance de seus resultados enquanto melhora sua geração de caixa. Esta evolução é crucial para determinar como o retorno sobre capital investido (ROIC) se comportará nos próximos trimestres.
Expectativas de crescimento no terceiro trimestre
A perspectiva otimista para a Vivara é fundamentada nas expectativas para o terceiro trimestre de 2025 (3T25). O analista Rodrigo Gastim acredita que a varejista mostrará um desempenho destacado, sustentado por uma combinação “bem equilibrada” de crescimento da receita líquida, expansão da margem bruta e uma melhora no Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).
O Itaú BBA sugeriu ainda que a empresa está avançando rapidamente na otimização de seu estoque, eliminando produtos (SKUs) de baixa rotatividade, ou seja, itens que não são vendidos há mais de 180 dias, sem que haja qualquer desaceleração visível nas receitas. Gastim destacou que a Vivara continua extremamente focada na melhoria de sua gestão de estoque e caixa, o que é considerado uma alavanca crucial para a evolução do ROIC e a reavaliação do estoque.
Iniciativas de otimização de estoque
O analista ressaltou que duas iniciativas estão em andamento na companhia. A primeira delas é a fusão e reutilização de peças de giro lento, enviando ao polo industrial de Manaus apenas o ouro estritamente necessário para a produção. Esta estratégia levou a uma drástica redução nas compras de ouro em 2025 e, segundo Gastim, poderá eliminar a necessidade de novas aquisições até meados de 2026.
A segunda medida envolve a redistribuição de SKUs entre as lojas com o objetivo de maximizar as vendas, ou seja, o chamado sell-through. O analista acredita que, até o final de 2026, os dias de estoque devem se normalizar, favorecendo a eficiência das vendas.
Segmento Life como alavanca de crescimento
O Itaú BBA ainda acredita que a bandeira Life, que representa o segmento de produtos em prata da Vivara, é uma “alavanca fundamental” para o crescimento e a lucratividade da empresa no próximo ano. Segundo o relatório, chegou o momento de internalizar peças mais complexas, e a gestão está intensificando os esforços para acelerar as vendas nas mesmas lojas (SSS), através de uma rotação mais rápida de produtos e o lançamento de coleções mais frequentes, cujos primeiros testes já geraram aumentos significativos nas vendas.
Rodrigo Gastim observou que, à medida que a normalização dos estoques ocorrer, isso apoiará um fluxo de caixa (FCF) “mais forte”, permitindo à companhia retomar a expansão de suas lojas, focando especialmente em shopping centers e testando formatos selecionados de lojas de rua.
O analista também mencionou que a empresa já alcançou a escala de produção desejada em termos de quantidade, mas agora pretende ampliar sua capacidade nas Coleções Life, que são mais complexas, exigem mais tempo, mas são consideradas muito mais agregadoras de valor.
Segundo Gastim, a internalização desses itens mais complexos deve contribuir adicionalmente para a expansão da margem bruta da empresa.
Impacto da alta do ouro na Vivara
No dia 8 de outubro, o preço do ouro atingiu novos recordes, ultrapassando a marca de US$ 4 mil por onça-troy. O Itaú BBA avaliou que a Vivara sentiu, de fato, alguma pressão de volume devido à valorização do ouro, que já acumulou mais de 100% desde o primeiro trimestre de 2024. Entretanto, o banco sinaliza que o impacto líquido se manteve positivo, com receitas crescendo em torno de 15%, o que se torna “cada vez mais raro no atual ambiente de varejo”.
De maneira geral, a análise conclui que a maior parte dos ajustes de preços já foi realizada, restando apenas pequenas correções para o futuro, principalmente porque a Vivara ainda não está realizando novas compras de ouro no momento.
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Fonte: www.moneytimes.com.br

