Atualização do Itaú BBA sobre Suzano e Klabin
O Itaú BBA revisou suas estimativas para as companhias Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) após conversas recentes com investidores, mantendo atenção especial à oferta de celulose.
Estimativas de Preço-Alvo
O banco reduziu o preço-alvo das ações da Suzano de R$ 70 para R$ 58 até o final de 2026, o que implica um potencial de valorização de 21,2% nos próximos 13 meses. Em relação à Klabin, o novo preço-alvo estabelecido é de R$ 21, representando um ganho potencial de 18,5% em relação ao fechamento do dia 26 de outubro. A projeção anterior para Klabin estava fixada em R$ 23.
Recomendações de Compra
A recomendação de compra para ambas as companhias foi mantida, com a Suzano sendo destacada como a preferência do setor.
Impactos e Expectativas do Mercado
Os analistas consideraram os impactos dos recentes movimentos de verticalização na China e os novos projetos de celulose esperados para o setor até 2030, o que levou a uma análise mais cautelosa dos preços da celulose. “Nossa projeção para o período entre 2026 e 2028 ficou em US$ 270 por tonelada, ante US$ 620 por tonelada anteriormente”, mencionou a equipe liderada por Daniel Sasson em um relatório divulgado em 27 de outubro.
Suzano: A Preferência do Setor
O Itaú BBA reafirmou sua preferência pela Suzano no setor, mantendo a recomendação de compra. O valuation da companhia é considerado atraente, com um potencial de valorização de cerca de 22% até o final de 2026 e um rendimento de dividendos de 2%.
Os analistas atribuem a redução do preço-alvo em R$ 14 ao menor nível esperado para os preços de celulose nos próximos anos. A equipe de Daniel Sasson projeta um resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), de aproximadamente R$ 25 milhões em 2026, um pouco abaixo da projeção anterior de R$ 24,8 bilhões.
O banco também espera que a geração de fluxo de caixa livre (FCF) esteja próxima de zero no próximo ano, considerando a despesa de R$ 9,4 bilhões para a aquisição de 51% na joint venture com a Kimberly Clark. No ano, as ações da Suzano apresentaram uma queda superior a 22%.
Klabin: Continuação da Recomendação de Compra
De maneira similar à Suzano, o Itaú BBA também cortou o preço-alvo das ações da Klabin, em decorrência da expectativa de resultados menos robustos para a divisão de celulose. Os analistas indicam que, caso o cenário macroeconômico melhore, a empresa está bem posicionada nas áreas de papel e embalagem.
Avaliação do Valuation da Klabin
Segundo a análise do banco, a Klabin continua com um valuation considerado atrativo. A empresa negocia a cerca de 6 vezes seu lucro operacional projetado (EV/Ebitda) para 2026, um valor que se encontra abaixo do múltiplo justo, que varia entre 7 e 8 vezes EV/Ebitda.
Desalavancagem Financeira e Geração de Caixa
Os analistas destacam a trajetória de desalavancagem financeira da Klabin, a qual é apoiada por uma geração de caixa resiliente. Além disso, a companhia anunciou negócios florestais para 2025, com R$ 3,6 bilhões em desinvestimentos, dos quais R$ 2,1 bilhões já foram recebidos e R$ 1,5 bilhão é esperado para o quarto trimestre de 2025 (4T25).
No ano, as ações da Klabin acumulam uma queda de 20%.
Fonte: www.moneytimes.com.br