Juiz dos EUA determina que o Google revele dados de busca para concorrentes

Juiz dos EUA determina que o Google revele dados de busca para concorrentes

by Patrícia Moreira
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Google deve compartilhar dados com concorrentes

Na última terça-feira, um juiz de Washington decidiu que o Google, subsidiária da Alphabet, deve compartilhar dados com seus concorrentes para promover a concorrência no setor de busca online. Contudo, o juiz rejeitou a solicitação dos promotores para que o gigante da internet vendesse seu popular navegador Chrome e o sistema operacional Android.

Preocupações sobre a reversão de tecnologia

Durante o julgamento realizado em abril, o CEO do Google, Sundar Pichai, manifestou preocupações de que as medidas de compartilhamento de dados propostas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos poderiam possibilitar que os concorrentes do Google reverterem sua tecnologia.

Possibilidade de recurso

O Google já declarou anteriormente sua intenção de recorrer da decisão, o que indica que pode levar anos até que a empresa seja obrigada a cumprir a determinação judicial.

Barreira a acordos exclusivos

O juiz federal Amit Mehta também proibiu o Google de firmar acordos exclusivos que impeçam fabricantes de dispositivos de pré-instalar produtos concorrentes em novos aparelhos. O Google argumentou que flexibilizar seus acordos com fabricantes de dispositivos, desenvolvedores de navegadores e operadoras de telecomunicações era a única medida apropriada. Seus acordos mais recentes com empresas como Samsung Electronics e Motorola, além das operadoras AT&T e Verizon, permitem que estes carreguem ofertas de busca concorrentes, conforme documentos apresentados durante o julgamento em abril.

Batalha legal prolongada

A decisão é resultado de uma batalha legal de cinco anos entre uma das empresas mais lucrativas do mundo e seu país de origem, os EUA. O juiz Mehta já havia determinado no ano passado que a empresa possui um monopólio ilegal no setor de busca online e publicidade relacionada. No julgamento de abril, os promotores solicitaram medidas abrangentes para restaurar a concorrência e evitar que o Google ampliasse sua dominância em busca para o setor de inteligência artificial.

Críticas às propostas dos promotores

O Google afirmou que as propostas dos promotores excederiam o que é legalmente justificado e resultariam em um repasse indesejado de sua tecnologia a concorrentes.

Litígios adicionais

Além do caso sobre busca, o Google enfrenta litígios relacionados à sua dominância em outros mercados. A empresa recentemente anunciou que continuará a contestar uma decisão que a obriga a reformular sua loja de aplicativos, em um processo ganho pela desenvolvedora do "Fortnite", Epic Games. O Google também está agendado para enfrentar um julgamento em setembro para determinar as indenizações em um caso separado movido pelo Departamento de Justiça, no qual um juiz concluiu que a empresa mantém monopólios ilegais na tecnologia de publicidade online.

Ação bipartidária contra grandes empresas de tecnologia

Os dois casos do Departamento de Justiça contra o Google fazem parte de uma repressão bipartidária mais ampla dos EUA contra grandes empresas de tecnologia, que teve início durante o primeiro mandato do ex-presidente Donald Trump e inclui ações contra Meta Platforms, Amazon e Apple.

(Reportagem de Jody Godoy em Nova York; Edição de Edmund Klamann)

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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