Juros do Minha Casa, Minha Vida
O governo federal não planeja realizar a redução dos juros do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mesmo com a possibilidade de queda na taxa Selic ao longo deste ano, conforme declarou o ministro das Cidades, Jader Filho.
Ele esclareceu que, embora a Selic se encontre atualmente em 15%, seu maior nível em quase duas décadas, os juros aplicados nos financiamentos habitacionais do programa estão nas mínimas históricas.
“Atualmente, estamos na menor taxa da história do Minha Casa, Minha Vida. Na Faixa 1, que beneficia famílias com renda de até R$ 2.850, a taxa de juros é de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e de 4,25% nas demais regiões”, explicou o ministro a jornalistas durante um evento realizado na sede do BNDES, localizada no Rio de Janeiro.
“Não há previsão de redução adicional nos juros, e acreditamos que, com base nos resultados obtidos, essas taxas estão atendendo adequadamente às necessidades da população brasileira.”
Expectativas para o Desenvolvimento do MCMV
Jader Filho também enfatizou que o Brasil deve finalizar o ano de 2026 com um total aproximado de 3 milhões de contratos assinados no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.
Além disso, o ministro comentou sobre as expectativas do programa no caso de uma possível vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições que ocorrerão em outubro.
“A expectativa é que possamos contratar 1,5 milhão de unidades em 2027”, afirmou Jader Filho. “Se o cenário permanecer como está, certamente será possível continuar a ampliação e o avanço nas contratações.”
Conforme informações fornecidas pelo governo federal, entre o início de 2023 e dezembro de 2025, levando em consideração apenas os financiamentos que utilizam recursos do FGTS, foram contratadas 1,63 milhão de moradias, totalizando um montante de R$ 259,6 bilhões.
Durante sua apresentação, o ministro confirmou que deixará seu cargo no início de abril com o objetivo de concorrer a uma vaga de deputado federal pelo estado do Pará.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: www.moneytimes.com.br

