Situação da Curva de Juros Futuros
A curva de juros futuros encerrou as negociações do dia 30 de novembro em queda, refletindo uma devolução parcial dos ganhos do dia anterior em resposta ao corte na Selic, que era amplamente antecipado.
Taxa de Depósito Interfinanceiro
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que é de muito curto prazo, apresentou uma diminuição de 6 pontos-base, fechando em 14,145%, em comparação com 14,205% do ajuste anterior.
Por sua vez, a taxa de DI para janeiro de 2029, que corresponde a um prazo médio, encerrou as negociações com uma redução de 13 pontos-base, alcançando 13,710%, ante os 13,845% registrados anteriormente.
A taxa de DI para janeiro de 2036, que se refere a um prazo mais longo, terminou o dia em 13,775%, uma queda de 4 pontos-base em relação aos 13,820% do fechamento da quarta-feira, 29 de novembro.
Movimentações do Tesouro Norte-Americano
Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro, conhecidos como Treasuries, apresentaram queda. O rendimento do título de dois anos, que é mais sensível às políticas monetárias, encerrou o dia em 3,869%, uma diminuição em relação ao anterior, que era de 3,932%.
Da mesma forma, o retorno do título de dez anos, que é considerado referência global para decisões de investimento, caiu para 4,372%, em comparação com 4,416% do fechamento anterior.
Política Monetária e Suas Implicações
A decisão em torno da política monetária foi o fator que orientou as movimentações na curva de juros nesta quinta-feira, em um cenário marcado pela ausência de novidades nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
No dia anterior, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a continuação dos cortes na Selic, reduzindo a taxa básica de juros para 14,50% ao ano.
O comunicado do Copom destaca: “Decidimos reduzir a taxa básica de juros para 14,50% a.a. e avaliamos que essa decisão está alinhada com a estratégia de convergência da inflação para próximo da meta ao longo do horizonte relevante.”
Além disso, os diretores do Comitê mantiveram a menção ao conflito no Oriente Médio, ressaltando que o cenário externo ainda é incerto, dada a falta de clareza sobre a duração, extensão e consequências do conflito.
As projeções para a inflação no ano de 2026 e em outros horizontes relevantes também foram ajustadas para cima.
Reavaliações pelas Instituições Financeiras
A decisão do Copom levou diversas instituições financeiras a reavaliar suas projeções para a Selic. Economistas do Itaú Unibanco, por exemplo, revisaram a previsão da taxa para 2026, passando de 13% para 13,25%, ao mesmo tempo em que ajustaram as expectativas para a inflação.
O Goldman Sachs seguiu uma trajetória semelhante, mencionando em seu relatório que agora observa um risco de alta em sua previsão de Selic para 13,25% até o final de 2026, além de esperar que o Copom efetue uma redução na taxa de 0,25 ponto percentual em sua próxima reunião.
Já a SulAmérica Investimentos revisou a previsão para a Selic de 13% para 14% ao fim do ano.
A SulAmérica declara em nota: “Diante das expectativas desancoradas no mercado Focus e um Comitê que demonstra heterogeneidade, avaliamos que a autoridade monetária será reativa, não se oporá às revisões do Focus. O risco de interrupção do ciclo já em junho se mostra relevante, e o ajuste projetado para 14% é o que consideramos mais viável neste momento, a fim de alinhar o desejo de cortes à realidade inflacionária.”
Fonte: www.moneytimes.com.br


