Juros futuros terminam sem uma tendência definida após declarações de diretores do Banco Central.

Juros futuros terminam sem uma tendência definida após declarações de diretores do Banco Central.

by Ricardo Almeida
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Taxas de Juros dos Contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs)

As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) de curto prazo encerraram a quarta-feira, dia 15, em alta, após os diretores do Banco Central do Brasil reiterarem que a Selic deverá permanecer estável por um “período bastante prolongado”.

As taxas de DIs mais longas, por outro lado, apresentaram quedas significativas durante o dia, em um cenário onde o dólar se desvalorizou em relação ao real.

Dados Específicos das Taxas

No fechamento do dia, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2027 estava em 14,03%, o que representa um aumento de 4 pontos-base em comparação ao ajuste anterior de 13,993%. Para os contratos com vencimento em janeiro de 2035, a taxa registrada foi de 13,69%, apresentando uma queda de 10 pontos-base em relação ao valor anterior, que foi de 13,786%.

Movimentações no Mercado Externo

No mercado internacional, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, registraram alta em uma sessão onde os investidores mostraram um maior apetite por ativos considerados de risco, como ações. Essa movimentação no exterior também impactou a percepção de risco no Brasil, contribuindo para as alterações observadas nas taxas de juros locais.

O que mexeu os DIs hoje?

As taxas futuras de DIs no Brasil iniciaram a quarta-feira com leves altas em toda a curva, em expectativa de certos gatilhos que pudessem fornecer uma direção mais clara para o movimento de mercado. Enquanto isso, as taxas dos Treasuries se mantinham estáveis.

Durante a manhã, observou-se uma perda de força nas taxas, especialmente nos vencimentos mais longos, alinhadas à queda do dólar em relação ao real, evidenciando um dia mais positivo para ativos de risco, incluindo ações, moedas e títulos de países emergentes.

No início da tarde, as declarações de Nilton David, diretor de Política Monetária do Banco Central, contribuíram para consolidar a tendência de baixa nas taxas longas, enquanto as taxas curtas reaceleraram.

Em seus comentários, David ressaltou que as informações disponíveis ainda não são suficientes para que a instituição ofereça uma previsão sobre a duração do “período bastante prolongado” em que a Selic se manterá em 15% ao ano. Durante um evento promovido pelo Goldman Sachs em Washington, o diretor também afirmou que, se necessário, o Banco Central poderá “corrigir” a Selic, seja para aumentar ou diminuir a taxa.

Movimentação das Taxas após os Comentários do Diretor do BC

Segundo Laís Costa, analista da Empiricus Research, o mercado tem buscado sinais que indiquem mudanças na postura do Banco Central, situações essas que não se materializaram conforme a fala do diretor. Em consequência, as taxas se mostraram mais firmes na ponta curta da curva, enquanto na ponta longa elas cederam um pouco mais.

Costa comentou que “mais juros hoje resultam, consequentemente, em menos juros no futuro”. Essa análise reflete a forma como o mercado interpreta a percepção atual de política monetária.

Adicionalmente, o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Picchetti, reafirmou durante um evento do JP Morgan, também em Washington, que a política monetária está sendo transmitida às taxas de mercado e que está funcionando conforme o esperado. Picchetti enfatizou o compromisso do Banco Central em buscar a meta de inflação contínua de 3%, ajustando os juros quando necessário.

Expectativas para a Próxima Reunião do Copom

Perto do fechamento da sessão de quarta-feira, a curva de juros brasileira estava precificando em 97% a probabilidade de que a taxa básica Selic permanecesse em 15% ao ano durante a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para o início do mês de novembro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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