Previsões do BTG Pactual
O BTG Pactual divulgou um relatório onde aponta uma expectativa de desvalorização do real até o mês de outubro. Essa previsão se deve ao aumento da volatilidade interna relacionado à iminência das eleições. O banco estima que a moeda brasileira atinja uma cotação de R$ 5,10 até o final de 2026.
Comportamento do Dólar
O valor do dólar em relação ao real apresentou uma significativa queda, saindo de aproximadamente R$ 6 no início de 2025 para menos de R$ 4,90 nas semanas recentes. Este movimento foi impulsionado por um aumento no fluxo de capital global direcionado para emergentes que exportam commodities, em meio a tensões geopolíticas e incertezas sobre as grandes empresas de tecnologia e sobre inteligência artificial.
Análise do Modelo de Taxa de Câmbio
O BTG Pactual observa que o modelo de taxa real efetiva de câmbio ainda sugere a possibilidade de apreciação adicional do real, considerando que a estimativa de câmbio efetivo está em torno de R$ 4,70.
Segundo os economistas do BTG, Álvaro Frasson e Arthur Mota, “entendemos que o fechamento deste gap depende, prospectivamente, mais dos fatores domésticos, uma vez que nos meses recentes houve um momentum favorável por razões externas ao Brasil”.
Expectativas Futuras sobre Geopolítica e Economia
Os economistas ainda afirmam que uma diminuição nas tensões geopolíticas deve resultar em um ajuste no fluxo recente de capital. Isso pode ocorrer tanto pela normalização dos preços do petróleo quanto por um impulso positivo nos ativos de crescimento e tecnologia.
Tendências do DXY e Impacto no Real
Com esse cenário, é possível que o índice DXY venha a ganhar força, o que, segundo os analistas, poderia dificultar a tendência de apreciação do real.
Fatores que Pesam Contra o Real
O relatório do BTG Pactual também menciona que o risco de crédito soberano (CDS Brazil 10Y) e a volatilidade do real em comparação ao S&P 500 estão em níveis historicamente baixos. No entanto, a proximidade das eleições presidenciais deve elevar o risco-país no curto prazo.
Outro ponto destacado é que, embora o Brasil apresente altas taxas de juros, tanto nominais quanto reais, o cenário atual de política monetária doméstica ainda é de corte de juros. Em contraste, a maioria dos países emergentes está precificando um aumento nas taxas de juros nos próximos 12 meses. Esse afrouxamento monetário pode, portanto, prejudicar o desempenho do real.
Fonte: www.moneytimes.com.br
