Lula lidera com 38% nas pesquisas eleitorais, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 19%, revela Ipsos-Ipec.

Lula lidera com 38% nas pesquisas eleitorais, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 19%, revela Ipsos-Ipec.

by Ricardo Almeida
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Resultados da Pesquisa Ipsos-Ipec

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve concorrer à reeleição no próximo ano, lidera em quatro cenários eleitorais de uma pesquisa divulgada pela Ipsos-Ipec nesta terça-feira (9), obtendo 38% das intenções de voto. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que apresenta a melhor performance entre os adversários, aparece com 23%. O candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, seu filho Flávio, surge na sequência com 19% dos votos.

Cenário com Flávio Bolsonaro

No cenário que inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), registra 9%, enquanto os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), obtêm 7% e 5%, respectivamente. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o que se destaca mais, alcançando 17% em uma configuração onde não há candidatos com o sobrenome Bolsonaro.

Cenário com Eduardo Bolsonaro

Quando o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participa da disputa, ele tem 18% das intenções de voto. A diretora da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, comentou que “Lula aparece com um piso consistente de 38% independentemente do adversário.” Ela destaca que os nomes da direita próximos ao ex-presidente apresentam desempenhos semelhantes, sugerindo que a escolha do candidato tende a reorganizar votos dentro do mesmo campo, ao invés de ampliar seu alcance atual. Embora haja espaço para movimentações, a base inicial da disputa permanece inalterada.

Avaliação do Governo

A pesquisa Ipsos-Ipec também revelou uma interrupção no progresso que o governo Lula tinha na avaliação pública, ainda que as variações apresentem-se relativamente estreitas e dentro da margem de erro. Em termos de avaliação, 30% dos entrevistados consideraram a gestão de Lula como “ótima/boa”, o que se manteve inalterado em relação à pesquisa de setembro. Por outro lado, o percentual de pessoas que avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo” aumentou para 40%, em comparação com 38% na pesquisa anterior. Aqueles que consideram a gestão “regular” caíram para 29%, em relação aos 31% registrados anteriormente.

A margem de erro da pesquisa permanece em 2 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos.

Públicos e Desempenho

Lula apresenta uma avaliação positiva entre segmentos do eleitorado onde tradicionalmente possui maior popularidade, destacando-se entre aqueles que votaram nele, nos nordestinos, nos menos escolarizados, nas pessoas com renda familiar mensal de até um salário mínimo e nos católicos. Em contrapartida, sua performance é menos favorável entre os que votaram em Jair Bolsonaro, os residentes da região Sul, os que têm renda mensal familiar de mais de dois a cinco salários mínimos e os evangélicos.

Aprovação e Desconfiança

Os entrevistados também foram questionados sobre a maneira como Lula governa. A taxa de aprovação caiu para 42%, em comparação aos 44% de setembro, enquanto a desaprovação aumentou para 52%, de 51% anteriormente. Os níveis de confiança e desconfiança em relação ao presidente mostraram-se bastante semelhantes ao longo do tempo. De acordo com a pesquisa, 56% dos entrevistados afirmaram não confiar em Lula, mantendo-se a mesma proporção de setembro. Por outro lado, 40% manifestaram confiança, uma ligeira queda em relação aos 41% do período anterior.

Percepções sobre a Economia

O panorama geral de avaliação, aprovação e confiança em Lula permaneceu praticamente o mesmo, apesar de uma melhora na percepção sobre a economia do país. Quando questionados sobre como avaliar a situação econômica nos últimos seis meses, 30% dos participantes consideraram que ela melhorou, um aumento em relação aos 23% de setembro. Já 38% acreditam que a situação piorou, enquanto 30% disseram que ela permaneceu igual.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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