Lula negocia com diretor da PF o retorno de delegados cedidos ao Judiciário - Times Brasil

Lula negocia com diretor da PF o retorno de delegados cedidos ao Judiciário – Times Brasil

by Fernanda Lima
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A decisão que determina o retorno de policiais federais cedidos a órgãos do Judiciário para a Polícia Federal (PF) é resultado de uma articulação direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

Nos bastidores, uma parte da PF considera que essa medida é uma forma de interferência política por parte do presidente da República. Fontes consultadas pelo jornal Estado de S. Paulo revelam que a expectativa é que essa determinação chegue ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e causar impactos em auxiliares que estão envolvidos em investigações relacionadas a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e fraudes no Banco Master.

Há cerca de um mês, Lula participou de uma transmissão online com o diretor Andrei Rodrigues, onde manifestou seu desejo de que delegados que supostamente estariam “fingindo trabalhar” fossem chamados de volta. No dia subsequente, reafirmou essa posição em um discurso público.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Apenas permanecerão fora aqueles que ocupam cargos de secretários de Estado”, declarou Lula na ocasião.

Medida causou incômodo na PF

A decisão criou estranhamento entre os policiais federais. Em conversas internas, uma análise recorrente indica que algum delegado poderia estar gerando desconforto para o Palácio do Planalto.

“Tem algum delegado incomodando o Planalto. Se fosse uma pessoa a serviço em órgãos do Executivo, por exemplo, bastaria a exoneração do cargo e o retorno ao órgão de origem”, foi uma das mensagens que circularam.

Entre os delegados, surgiram comentários de que o alvo principal da insatisfação poderia ser Thiago Marcantonio, que atua como assessor de André Mendonça em inquéritos sobre os desvios no INSS e as fraudes no Banco Master.

Marcantonio já teve participação na operação Lava Jato, o que gera maior desconforto entre membros do governo, segundo relatos internos.

A avaliação dentro da PF é de que o governo precisou implementar uma ação mais abrangente, pois não poderia simplesmente solicitar a retirada do delegado do gabinete de Mendonça.

Ofícios já foram enviados

Os primeiros ofícios relacionados à determinação já foram encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a tribunais regionais federais. A assessoria do STF informou que ainda não havia recebido essa documentação.

De acordo com informações obtidas pela jornalista Roseann Kennedy, do Estadão, os ofícios foram assinados na noite de quarta-feira, dia 17, pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges.

O documento menciona que a medida busca atender a uma “diretriz presidencial de fortalecimento da segurança pública” e solicita que os órgãos adotem as providências administrativas necessárias para o retorno imediato dos servidores à PF.

“O processo de retorno dos policiais federais, rodoviários federais e policiais penais – seguindo a diretriz presidencial amplamente divulgada – para o reforço e valorização das atividades finalísticas e de combate ao crime organizado teve início no fim de abril e continua em curso. Foram enviados os 100 pedidos de retorno, abrangendo mais de 50 órgãos da administração pública direta e indireta em esferas federal, estadual e municipal”, ressaltou Borges.

Oficialmente, o Ministério da Justiça sustenta que essa medida é com o intuito de intensificar o combate ao crime organizado. Contudo, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) já contestou essa justificativa.

PF já fez mudança em investigação do INSS

A Polícia Federal também implementou mudanças recentes na coordenação da Operação Sem Desconto, que investiga desvios no INSS.

No mês passado, a corporação redirecionou o caso da divisão de crimes previdenciários para a Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores.

Essa mudança afastou o delegado que estava liderando a investigação, o qual havia solicitado ao STF a quebra do sigilo bancário de Lulinha, filho do presidente Lula.

Na ocasião, a PF justificou que a alteração tinha como objetivo proporcionar maior suporte à equipe, dado que a coordenação de inquéritos dos tribunais superiores possui uma estrutura voltada para operações que exigem sensibilidade.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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