Maersk e Hapag-Lloyd sinalizam precauções na travessia do Estreito de Ormuz, apesar da nova abertura.

Incertezas no Transporte Marítimo pelo Estreito de Ormuz

Gigantes do transporte marítimo expressam incerteza quanto à travessia pelo Estreito de Ormuz, mesmo após o anúncio do Irã e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a reabertura da via para navegação de embarcações comerciais.

Declarações do Irã

A agência de notícias estatal Fars informou, na última sexta-feira (17), que se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio naval aos portos do Irã, o regime iraniano considerará essa ação como uma violação do cessar-fogo e fechará o Estreito de Ormuz. A Fars, citando uma “fonte bem informada próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional”, relatou que a reabertura do Estreito “depende do cumprimento de certas condições e do cessar-fogo no Líbano”.

Reação da Maersk

A empresa de transporte marítimo dinamarquesa Maersk confirmou que tomou conhecimento do anúncio sobre a reabertura. Segundo a empresa, “a segurança de nossa tripulação, das embarcações e das cargas de nossos clientes continua sendo nossa prioridade”. Desde o início do conflito, a Maersk tem seguido as orientações de seus parceiros de segurança na região, que até o momento recomendam evitar a travessia pelo Estreito de Ormuz. A companhia destacou que qualquer mudança nessa decisão será baseada em avaliações de risco e em um monitoramento rigoroso da situação de segurança no local.

Reação da Hapag-Lloyd

Um porta-voz da empresa de transporte marítimo alemã Hapag-Lloyd descreveu o anúncio da reabertura como “uma boa notícia”. No entanto, ele comentou que ainda existem algumas dúvidas sobre a viabilidade da travessia, mas que espera resolvê-las nas próximas 24 a 36 horas. A Hapag-Lloyd acrescentou que atravessarão o Estreito assim que todas as questões pendentes forem resolvidas. Isso inclui uma cobertura de seguro adequada, ordens claras do governo e do Exército iraniano sobre o percurso marítimo exato a ser utilizado e a sequência de saída dos navios.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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