Mercado de petróleo pode entrar em ‘zona vermelha’ até julho com estoque em queda, alerta chefe da IEA.

Advertência sobre os Mercados de Petróleo

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), fez uma importante declaração durante a cúpula da Semafor sobre a Economia Mundial, que ocorreu durante as reuniões da primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Washington, D.C., em 14 de abril de 2026.

Perspectivas do Mercado de Petróleo

Birol alertou que os mercados de petróleo podem entrar em uma "zona vermelha" em breve, à medida que os estoques globais se esgotam e a demanda aumenta com a chegada da temporada de viagens de verão. O diretor da AIE enfatizou que a solução mais crucial para o choque energético causado pela guerra no Irã é a reabertura total e incondicional do estratégico Estreito de Ormuz.

Se a reabertura não ocorrer e nenhum novo fornecimento de petróleo surgir do Oriente Médio, a continuidade do esvaziamento dos estoques globais, somada a um crescimento na demanda durante o verão, poderá levar os mercados de petróleo a "entrar na zona vermelha em julho ou agosto", conforme afirmou Birol, sem fornecer mais detalhes.

Essa declaração foi feita durante uma sessão da Chatham House que abordou a crise do Estreito de Ormuz e a segurança energética global.

Crise sem Precedentes

A AIE, anteriormente, já havia afirmado que o mercado global enfrenta a mais severa interrupção em sua história. Birol destacou que, apesar dessa situação crítica, o mercado estava em uma posição "fortuna" ao entrar na crise com um excedente que ajudava a absorver o choque inicial. No entanto, ele também observou que esses estoques agora estão se deteriorando.

Geralmente, cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo transita pelo Estreito de Ormuz, mas o tráfego de navios praticamente parou desde que os ataques liderados pelos EUA e Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro.

Impactos Regionais

Birol advertiu que a "maior dor dessa crise será sentida na Ásia em desenvolvimento e na África". Ele expressou preocupação não apenas com a segurança energética, mas também com o impacto da guerra no Irã na segurança alimentar global.

Tempo para Retorno à Normalidade

O diretor da AIE indicou que provavelmente levará "muito tempo" para que a produção e o refino de petróleo no Oriente Médio retornem aos níveis anteriores ao conflito. Além disso, afirmou que a AIE está "pronta para agir" para coordenar novos lançamentos de reservas estratégicas de petróleo, se necessário.

Ação Anterior da AIE

Em março, a agência energética global coordenou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas para lidar com a interrupção de fornecimento provocada pela guerra no Irã. Essa ação representou a maior mobilização desse tipo na história da organização.


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Fonte: www.cnbc.com

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