Aporte do Governo para o Minha Casa, Minha Vida
O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira, dia 15, um aporte de R$ 20 bilhões destinado a ampliar o funding para contratações de moradias voltadas para famílias enquadradas na faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Com os novos recursos, que serão provenientes do Fundo Social do Pré-Sal, o orçamento total alocado para a habitação deverá atingir R$ 200 bilhões até o ano de 2026.
A expectativa do governo é que esse reforço contribua para o cumprimento da meta de entrega de três milhões de moradias contratadas pelo MCMV até o final da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abrange o período de 2023 a 2026. Para o presente ano, a meta é entregar 850 mil unidades habitacionais.
De acordo com informações fornecidas pelo governo, a utilização dos recursos do Fundo Social ajudará a evitar pressão sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), especialmente em um momento em que há discussões sobre a ampliação do acesso ao saque do FGTS para reduzir o endividamento da população brasileira.
Vale lembrar que, no final de março, o Conselho Curador do FGTS também aprovou a expansão dos limites de renda para o enquadramento das famílias no MCMV.
Alterações nas Faixas de Renda
As principais mudanças nas faixas de renda foram as seguintes:
- Na faixa 1, o teto de renda mensal passou de R$ 2.850 para R$ 3.200.
- Na faixa 2, o limite subiu de R$ 4.700 para R$ 5.000.
- Na faixa 3, houve um aumento do teto de R$ 8.600 para R$ 9.600.
- A faixa 4, criada no ano anterior para atender à classe média, teve seu limite de renda mensal ampliado de R$ 12.000 para R$ 13.000.
Alterações no Programa Reforma Casa Brasil
O governo federal também implementou mudanças nas diretrizes do programa “Reforma Casa Brasil.” As taxas de juros para financiamentos destinados a obras de melhoria foram reduzidas para até 0,99% ao ano, enquanto o valor máximo de financiamento subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil.
Adicionalmente, a renda mensal do público-alvo foi estendida de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil.
Fonte: www.moneytimes.com.br

