Projeto de Concessão do Sistema Aquaviário
O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou nesta quarta-feira, dia 25, que enviou à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) o projeto de concessão do Sistema Aquaviário Integrado dos Portos do Rio Grande do Sul e da Lagoa Mirim.
Esta é a primeira proposta de concessão que integra no mesmo modelo tanto os canais de acesso portuários quanto os trechos hidroviários. O investimento estimado para a iniciativa é de R$ 134 milhões.
A Antaq agora realizará consulta e audiências públicas sobre o projeto. Na semana passada, foi entregue o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, que é um dos passos necessários para avançar nesse processo de concessão.
Acessos Aquaviários
O projeto abrange os acessos aquaviários aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, incluindo áreas de fundeio, bacias de evolução e berços de atracação.
Além disso, ele também contempla trechos estratégicos da hidrovia da Lagoa dos Patos, Lago Guaíba e dos rios Jacuí, Caí, dos Sinos e Gravataí. Esses trechos estão atualmente sob a gestão da Portos RS (Autoridade Portuária dos Portos do Rio Grande do Sul).
Objetivos da Concessão
De acordo com o ministério, a concessão visa garantir previsibilidade e investimentos contínuos na manutenção dos canais. O modelo permitirá a realização de dragagens regulares, assegurando a manutenção da profundidade operacional. Isso resultará na redução das restrições de calado e na ampliação da capacidade de atendimento a embarcações de maior porte.
Dados do Porto de Rio Grande
Incluído nesse modelo, o porto de Rio Grande registrou uma movimentação de 31,6 milhões de toneladas no ano passado. Com esse volume, ele ocupou a segunda posição entre os portos da região Sul, ficando atrás apenas do porto de Paranaguá, que movimentou 66,4 milhões de toneladas.
No ano de 2025, os portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná juntos movimentaram um total de 77,6 milhões de toneladas de granel sólido e 31,8 milhões de toneladas de cargas conteinerizadas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


