Ministro planeja dialogar com a China no próximo ano sobre limites para a exportação de carnes.

Ministro planeja dialogar com a China no próximo ano sobre limites para a exportação de carnes.

by Ricardo Almeida
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Importância da China para o Mercado Exportador Brasileiro

Durante um evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, enfatizou a relevância da China no mercado exportador do Brasil. Apesar de reconhecida a importância deste parceiro comercial, destacou-se que, neste ano, houve uma restrição imposta por Pequim a importações de carne, o que impactou o Brasil negativamente.

Diálogo com o Governo Chinês

“O governo está construindo um bom diálogo para que, no ano que vem, consigamos revisar essa salvaguarda com o teto da cota de exportação”, afirmou o ministro durante a coletiva de imprensa.

Controle das Compras de Carne Bovina

A China tem exercido controle sobre as compras de carne bovina brasileira por meio de uma cota anual, que é limitada a 1,1 milhão de toneladas. No entanto, o Brasil tem sido capaz de exportar até 1,5 milhão de toneladas, com o excesso sendo taxado a uma alíquota de 50%. Há preocupações no setor produtivo de que a utilização rápida do volume isento de tributos possa comprometer a viabilidade econômica das exportações ao longo do ano.

“O Brasil consegue exportar além da cota estabelecida e continua competitivo, mas o ideal é que operemos sem essa cota, sem a sobrecarga tributária”, declarou o ministro.

Retirada da Suspensão de Frigoríficos

Márcio Elias Rosa também comentou sobre a decisão das autoridades chinesas de retirar a suspensão que afetava três frigoríficos brasileiros. Esses frigoríficos estavam impedidos de realizar exportações para a China desde março de 2025.

“O ministro André de Paula retornou da China na semana passada, e estamos otimistas em relação à possibilidade de, ainda este ano, conseguirmos a habilitação de pelo menos mais 30 frigoríficos para exportação”, comentou o ministro.

Mudanças no Comércio Internacional e OMC

Em relação ao comércio internacional, que tem passado por transformações desde 2017, o ministro mencionou a diminuição do peso da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele ressaltou que uma “boa indústria” não apenas atende à demanda interna, mas também ganha espaço no mercado externo.

“A OMC é essencial, pois estabelece os princípios do multilateralismo. O comércio tende a ser sempre regional, e as negociações geralmente ocorrem entre parceiros de um mesmo bloco comercial”, afirmou.

Assim, a interação entre Brasil e China continua a ser um ponto crucial para a evolução do comércio exterior brasileiro, especialmente no setor de carnes. A busca por um diálogo mais efetivo com as autoridades chinesas e a capacidade de adaptação do Brasil em relação às cotas de exportação serão determinantes para garantir a competitividade e o crescimento do setor nos próximos anos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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