Ministros afirmam que lei eleitoral tem prioridade sobre manobra do Congresso para permitir doações.

Declarações dos Ministros Sobre a Lei Eleitoral

Os ministros do Planejamento e Orçamento e da Fazenda afirmaram, na sexta-feira (22), que a legislação eleitoral deve prevalecer mesmo após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que permitia doações de bens e dinheiro durante a campanha eleitoral.

Contexto da Derrubada do Veto

Na quinta-feira (21), o Congresso Nacional derrubou um veto do presidente Lula e autorizou doações de bens, dinheiro e outras vantagens no decorrer da campanha eleitoral, transgredindo a lei eleitoral, que estabelece uma proibição à concessão de benefícios nos três meses que antecedem a disputa.

A manobra foi aprovada no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, a qual estabelece as diretrizes para o Orçamento da União.

Implicações Jurídicas da Decisão

De acordo com o Executivo e as consultorias técnicas da Câmara e do Senado, uma cláusula da lei eleitoral não poderia ser modificada pela LDO. Além disso, qualquer alteração nas normas deve ser aprovada com um ano de antecedência em relação às eleições.

“Nosso entendimento é que a LDO não tem o condão de alterar a lei eleitoral”, declarou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante uma coletiva de imprensa na qual anunciou um aumento no congelamento de gastos do Orçamento. “Não se trata de uma questão política, mas de uma questão jurídica que não gera aumento de despesas para o governo”, completou.

Análise Jurídica por Parte do Governo

O governo planeja investigar a questão jurídica com o auxílio da Advocacia-Geral da União (AGU) e das assessorias jurídicas dos ministérios responsáveis pela área econômica, de modo a definir a melhor forma de conduzir a situação.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, mencionou a possibilidade de que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possam tomar uma decisão a respeito do tema. “Não seria apropriado à LDO abordar uma questão que é de competência da legislação eleitoral. Vamos realizar uma avaliação jurídica da perspectiva governamental e, possivelmente, com o apoio do Judiciário”, afirmou Durigan.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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