Morfit da ValueAct revela participação na BlackRock e afirma que a tecnologia pode torná-la ‘mais poderosa’

Participação da ValueAct em BlackRock

Mason Morfit, co-CEO da ValueAct, revelou uma participação na BlackRock, afirmando que a empresa tem potencial para liderar o setor de software de gestão de investimentos. Morfit divulgou essa informação pela primeira vez durante um episódio do programa "The Master Investor," que é apresentado pelo colaborador da CNBC, Wilfred Frost. A revelação acontece antes da entrega de documentos regulatórios do fundo, que está prevista para terça-feira.

Apreciação sobre a BlackRock

"Ela já era a apex predator," afirmou Morfit, conforme o transcript disponibilizado para a CNBC. "Mas, ao incorporar o DNA de software em seu corpo de dinossauro, torna-se ainda mais poderosa." Segundo Morfit, a plataforma Aladdin, desenvolvida pela BlackRock, pode otimizar decisões de investimento, considerando preferências de risco e posição, o que permitiria que portfólios fossem gerenciados "muito melhor, mais rápido e mais barato do que um ser humano poderia fazer."

Plataforma Aladdin

A BlackRock apresenta o Aladdin como uma plataforma tecnológica que integra o processo de gestão através de um idioma de dados comum. A empresa ressalta que a plataforma Aladdin tem a capacidade de visualizar um portfólio completo, abrangendo tanto mercados públicos quanto privados. Esta tecnologia pode ajudar a BlackRock a se desvincular da imagem de gestora de ETFs que tem enfrentado uma guerra de preços com a concorrente Vanguard, segundo Morfit.

Desafios e Eficiências do Setor

Morfit reconheceu que sua tese de investimento pode ser considerada "estranha", levando em conta a ameaça que essa tecnologia representa para gestores ativos, como ele mesmo. Contudo, ele destacou que existem "muitas ineficiências" dentro do setor, o que cria a necessidade de uma empresa que organize e otimize a tecnologia na indústria.

"Historicamente, a BlackRock foi vista, eu acho, como uma gestora de ativos diversificada que é realmente boa na criação de ETFs," comentou Morfit. "Mas o que me chamou a atenção nos últimos 12 meses foi que a BlackRock é também uma das melhores empresas de dados e software na indústria."

Desempenho das Ações

As ações da BlackRock caíram mais de 3% em fevereiro, colocando o valor perto de um patamar estável para 2026, após um desempenho positivo nos últimos três anos. Nos últimos três anos, as ações da BlackRock apresentaram um ganho inferior a 50%, enquanto o S&P 500 acumulou quase 67%.

Perspectivas dos Analistas

Apenas para completar, a maioria dos analistas consultados pela LSEG mantém recomendações de compra para as ações da BlackRock. O preço-alvo médio sugere que as ações podem subir mais de 23% ao longo do próximo ano.

Fonte: www.cnbc.com

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