
Tráfego Marítimo no Estreito de Hormuz
Quase 40 navios, que anteriormente estavam encalhados no Golfo Pérsico, conseguiram sair através do Estreito de Hormuz nas últimas três semanas, à medida que as embarcações coordenam discretamente suas atividades com a Marinha dos EUA, de acordo com informações da Lloyd’s List Intelligence.
Alguns armadores estão enviando seus planos de trânsito para o grupo de Cooperação Naval e Orientação para a Navegação, localizado em Barém. Esta informação foi divulgada por Richard Meade, editor-chefe da Lloyd’s List, durante uma apresentação na quinta-feira.
A suposição é que a Marinha dos EUA está oferecendo garantias limitadas de que interceptará ameaças direcionadas a navios comerciais, segundo Meade.
“As decisões sobre o trânsito continuam a ser responsabilidade exclusiva dos operadores de navios,” afirmou Meade. “Os operadores do setor nos informam que não estão sendo coordenados centralmente.”
Fontes de defesa dos EUA disseram à CNBC que as forças americanas não estão acompanhando os navios comerciais pelo Estreito de Hormuz. No entanto, elas estão comunicando e coordenando com os navios que buscam transitar livre e seguramente pelo estreito.
Os trânsitos de navios através do Hormuz ainda permanecem bem abaixo dos níveis anteriores à guerra, segundo informações da Lloyd’s List. O tráfego na rota aquática caiu ao nível mais baixo do conflito entre EUA e Irã em maio.
No início de maio, o presidente Donald Trump encerrou abruptamente uma missão da Marinha dos EUA, chamada Projeto Liberdade, que tinha como objetivo facilitar a circulação comercial, oferecendo escoltas para os navios que estavam encalhados no Golfo.
Os navios que se encontram bloqueados no Golfo correm o risco de ataque pelas forças iranianas, a menos que recebam a aprovação de Teerã para transitar por uma rota designada através do Hormuz. Além disso, essas embarcações também correm o risco de sanções dos EUA caso cooperem com o Irã.
Conflitos Relacionados ao Trânsito Marítimo
Forças dos EUA e do Irã entraram em confronto dentro e nas proximidades do Hormuz no início desta semana, o que levou a um breve aumento nos preços do petróleo, à medida que investidores expressavam apreensão sobre uma possível quebra do cessar-fogo e o retorno a uma guerra em grande escala.
A Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou na terça-feira que a troca de tiros começou quando o Irã lançou três drones de ataque em direção a “marinheiros civis que estavam transito regularmente em águas regionais.” As forças dos EUA derrubaram esses drones e realizaram ataques de autodefesa contra as forças iranianas na Ilha de Qeshm, conforme relatado pelo CENTCOM.
Como resposta, o Irã lançou mísseis balísticos em direção ao Kuwait e ao Bahrein, alguns dos quais falharam ou foram interceptados, segundo informações do CENTCOM. Teerã atingiu o Aeroporto Internacional do Kuwait na quarta-feira, resultado este que causou uma morte e deixou outras pessoas feridas, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Kuwait.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira que os EUA precisam responder a ataques iranianos direcionados a navios comerciais. Rubio destacou que os drones não são precisos e poderiam atingir qualquer parte da embarcação, representando um risco para o meio ambiente. “Se eles não atirarem nesses navios, nós não atiramos, mas precisamos responder,” Rubio declarou ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara.
Fonte: www.cnbc.com

