Pedido de Perdão
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou neste domingo (30) um perdão ao presidente do país em meio a um longo processo de corrupção. Netanyahu argumentou que os processos criminais estão afetando sua capacidade de governar e que conceder-lhe um perdão seria benéfico para Israel.
Acusações
Netanyahu nega as acusações que incluem suborno, fraude e quebra de confiança. Os advogados do premiê afirmaram em um documento enviado ao gabinete do presidente que Netanyahu continua acreditando na possibilidade de uma absolvição total dos crimes que lhe são imputados.
Declaração de Netanyahu
Em uma breve declaração em vídeo, Netanyahu afirmou: “Meus advogados enviaram um pedido de perdão hoje ao presidente do país. Espero que qualquer pessoa que deseje o bem do país apoie essa medida.” Importante ressaltar que nem o primeiro-ministro nem seus advogados admitem qualquer culpa nas acusações que enfrenta.
Reação da Oposição
O líder da oposição, Yair Lapid, comentou que Netanyahu não deveria ser perdoado sem antes admitir sua culpa, expressar remorso e se afastar da vida política. A posição de Lapid reflete uma crítica severa à solicitação de perdão diante das graves acusações.
Procedimentos em Israel
Em Israel, os perdões geralmente são concedidos somente após a conclusão dos processos judiciais e a condenação do acusado. No entanto, os advogados de Netanyahu argumentam que, em casos onde o interesse público está envolvido, como nesta situação, pode haver espaço para intervenção presidencial. Eles sustentam que isso seria uma forma de promover a unidade nacional e curar divisões na sociedade.
Avaliação do Pedido
O gabinete do presidente Isaac Herzog considerou a solicitação de perdão como “extraordinária” e com “implicações significativas”. Foi declarado que o presidente “avaliará a solicitação de forma responsável e sincera”, e esse processo incluirá a coleta de opiniões relevantes antes da tomada de qualquer decisão.
Influência Internacional
Recentemente, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta a Herzog pedindo que ele considerasse a possibilidade de conceder um perdão a Netanyahu, alegando que as acusações contra o primeiro-ministro são “politicamente motivadas e injustificadas”. Esse apelo internacional poderia potencialmente influenciar a decisão que o presidente de Israel tomará.
Procedimento Padrão
O pedido de perdão será encaminhado ao departamento de perdões do Ministério da Justiça, que segue o procedimento padrão. Esse departamento coletará opiniões relevantes sobre o caso, as quais serão encaminhadas ao assessor jurídico do presidente, que por sua vez formulará uma recomendação ao presidente Herzog.
Relação com o Ministro da Justiça
Yariv Levin, ministro da Justiça de Israel, é membro do partido Likud, ao qual Netanyahu pertence, e é considerado um aliado próximo do primeiro-ministro. A relação entre Levin e Netanyahu pode influenciar a percepção pública sobre o pedido de perdão e a condução do processo.
Fonte: www.moneytimes.com.br


